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Ooooo, não para, Rogério

Salve nação São-paulina

Em mais um jogo e em mais um campeonato a lenda, ou melhor, o M1TO fez mais um triunfo na noite do ultimo sábado (18/10/2014), um golaço de falta que não me lembro desse campeonato brasileiro outro jogador fazer um gol de falta com tanta precisão como foi o do Rogério Ceni seu décimo gol no campeonato brasileiro e o seu sexagésimo gol de falta, somando 123 gols na historia do futebol mundial.

Só tenho a agradecer em poder ter visto esse M1TO jogar e levar a sério o que se diz ser um jogador de futebol profissional fruto de um bom mestre que foi o Telê Santana em saber lapidar o diamante nas categorias de bases e hoje temos esse diamante brilhando na meta desde 1997.

Infelizmente o Brasil não reconhece as pessoas que são trabalhadoras e que tem posicionamento forte em relação à política do país, pois a mesma imprensa prefere jogadores que fazem graça e o tal “a gente veio para somar”. Em qualquer outro país o M1TO seria reverenciado por suas qualidades e não depreciado como a imprensa brasileira gosta de fazer com ele.

Sim ele tem 41 anos de idade, se alguém me falar outro goleiro (nem vou pedir cobrador de pênaltis e faltas) melhor que o M1TO fez nesses 24 anos de SPFC, nunca mais falo nada sobre a posição!

Rogério Ceni é do mesmo nível de Ayrton Senna, Michel Jordan e Telê Santana, fizeram história no esporte e não é uma simples imprensa marrom que apagará o que fizeram ao esporte, pois a mesma imprensa questionava o Ayrton e hoje vejo uma os mesmo que criticavam lembrando como era boa a F1, ou seja, para ele só tem valor quando se perde um ídolo e não em quanto está vivo!

Só mesmo no Brasil pra alguém como o Rogério ficar marcado como ‘arrogante’. Aqui o bom é ser vira-lata, ser sortudo, ser malandro, etc.

Agora é curtir os últimos jogos desse M1TO do futebol mundial e guardar nas lembranças para contar para nossos filhos (as), Sobrinhos (as), Netos (as) etc. que em nosso SPFC jogou um jogador de outro planeta em que seu foco foi sempre ser profissional e conquistar todos os títulos que disputou em mais de 24 anos de SPFC.

Obrigado Rogério Ceni por tudo que fez e está fazendo com o SPFC e minha homenagem a você e que quando parar não vou comprar nenhuma camisa de goleiro do SPFC, pois minha coleção acaba com a camisa do maior de todos que tive oportunidade de ver e conversar um dia.

Fica aqui o grito que cantamos no Morumbi, pois em 2015 precisaremos muito de você Ooooo, não para, Rogério.

“Fico feliz, seria pior se fosse ao contrário (risos). Falando sério, mostra que você fez algo bom. Tomara que esse grito possa aumentar, é sinal do reconhecimento de um trabalho, você se torna mais feliz. Tudo na vida tem um fim, não tem jeito, chega a hora. Ninguém está preparado para parar. Acho que o dia simplesmente chega e você tem de saber conviver a partir daí”, afirmou o camisa 01, que acrescentou.

“São 41 anos de idade com 24 anos vividos aqui. Para mim é emocionante, está diminuindo o número de jogos que poderei vestir essa camisa. Queria trocar com alguém mais novo para ganhar mais alguns anos, mas isso não é possível. Por isso, que não quero de jeito nenhum perder a chance de ganhar a Copa Sul-Americana”,

Os outros têm goleiro, NÓS TEMOS O MAIOR GOLEIRO ARTILHEIRO DO MUNDO! ROGÉRIO M1TO CENI

Nota zero ao Sr. Itagiba Francez, que mais uma vez mostrou como a diretoria é arcaica e não conhece o ambiente que hoje o futebol virou, pois no mínimo quer que toque na entrada do time em campo New York New York Frank Sinatra ou esses axés da vida!

Em reunião do Conselho Deliberativo, o conselheiro Itagiba Francez criticou o som e pediu que a música seja abolida da casa são-paulina.

- Essa música é horrível e faz com que todo mundo se sinta em um enterro. Começa com uns sinos tocando. Depois, parece que entram no gramado os mortos, no caso, os jogadores. Só falta o caixão – disse.

O discurso ganhou o apoio de outros conselheiros, mas não do presidente Carlos Miguel Aidar. O rock segue garantido, pelo menos até a despedida de Rogério Ceni.

É pessoal vamos aproveitar para curtir os últimos jogos do M1TO e apreciar boas músicas que estão sendo executadas no Morumbi, pois o futuro será negro, com esse pensamento dessa diretoria não duvido de nada em 2015.

Até semana que vem!

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor

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O documentário “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, produzido pelo jornalista e historiador Lúcio de Castro investiga as relações entre o futebol e os braços armados das ditaduras militares em quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Com um episódio destinado à história de cada país, Lúcio de Castro remonta o período de instalação das ditaduras militares e as contextualizam, principalmente, com as seleções nacionais de futebol, que foram utilizadas pelos militares como instrumentos de propaganda do regime totalitário.

As ditaduras militares compreenderam o futebol não só como um veículo de propaganda, mas também um mecanismo de “circo” ao povo frente à censura e à repressão imposta.

O documentário “Memórias do Chumbo” retrata o futebol e as ditaduras em quatro países, no entanto, vale ressaltar que este texto centrar-se-á sobre o episódio brasileiro.

DOS ANOS DOURADOS AO DE CHUMBO
O Brasil dos anos 60 vivia ainda a euforia com o desenvolvimento proposto por Juscelino Kubitschek, que prometera 50 anos de avanços em 5. O som das indústrias automobilísticas determinavam o tom do desenvolvimento e a sensação de crescimento.

O Brasil rural parecia não mais caminhar a pé, mas de carro rumo a um novo tempo de prosperidade e modernidade. O clima da sociedade brasileira entre as décadas de 50 e 60 era de profundas transformações.

O período de mudanças ganhou amplidão a partir de 7 de setembro de 1961, quando João Goulart, o Jango, assumiu a presidência, após a renúncia de Jânio Quadros e iniciou um processo de transformações tanto econômicas, mas fundamentalmente sociais.

O mandato de Jango (1961-1964) foi marcado por uma postura reformista, buscando avançar quanto às questões sociais. Para isso, teria que mexer em estruturas fortemente ligadas às elites brasileiras, as quais os militares também possuíam vínculos nas relações de poder.

Jango, que venceu a resistência dos militares para assumir a presidência frente à renúncia de Quadros, ao assumir o cargo começa a revisar o Brasil, discutindo questões como reforma agrária, reforma eleitoral, reforma urbana, reforma educacional, dentre outros, não menos polêmicos.

Temerária diante dos pensamentos socialistas de Jango, com medo de ver suas posses se esvaírem, assim como seus poderes e suas benesses, e tudo isso imerso num contexto em que o mundo assistira a tomada de Cuba por revolucionários e os EUA combatiam pesadamente – e sem escrúpulos – qualquer possibilidade da implantação do sistema comunista, as elites e o alto escalão militar destituíram o presidente João Goulart.

Assim, no dia 1º de abril de 1964, os militares deram início a um dos períodos mais conturbados e sangrentos na história do Brasil: a ditadura militar de 1964, período que durou 21 anos.

A ditadura militar apropriou-se também do futebol e buscou manipular a paixão do povo brasileiro. Em “Memórias do Chumbo”, Lúcio de Castro investiga o futebol mas, ao mesmo tempo, expande seu olhar investigativo, de forma em que mostra todas as mazelas e o modus operandi da ditadura militar no Brasil, que foi controlando todos os setores da sociedade, chegando até mesmo a infiltrar agentes e a determinar os nomes das pessoas que ocupariam cargos de direção nos clubes de futebol.

Nesta tabelinha cognitiva com o absurdo, Lúcio de Castro mostra as jogadas dentro de um campo tenebroso, que envolve a formação do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), mecanismo criado para reprimir, torturar e matar qualquer opositor ao sistema, até trilhar o caminho para descobrir a denominada “multinacional da repressão”, ou a Operação Condor.

A Operação Condor foi uma cooperação política e militar entre o Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai; com objetivo eliminar qualquer liderança fugidia entre os países latino americanos, para apagar qualquer rastro de história e de possível resistência e; por fim, uma retaliação à OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), criada por Fidel Castro.

Também denominada “Carcará” no Brasil, contou com todo aparato da CIA (Central de Inteligência Americana) e matou centenas de milhares de pessoas na América Latina.

Segundo o jornalista Luiz Claudio Cunha, as linhas entre futebol e ditadura (Operação Condor) se cruzaram quando trabalhando na redação de uma revista no Rio Grande do Sul recebe a ligação sobre um possível sequestro.

“Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor” é inovador do ponto de vista histórico-documental, pois remonta e revela novos detalhes e ângulos sobre um período trágico do Brasil, tendo como pontapé inicial o futebol, esporte que é considerado por muitos alienante às massas, mas que, sem dúvida, se confunde com os fatos de nosso país, assim como nossos vizinhos geográficos e povos irmãos, que foram vitimados pela ditadura militar na Argentina, Uruguai e Chile.

Como bem finaliza Eduardo Galeano, em depoimento concedido sobre o capítulo sobre futebol e ditadura no Uruguai: “A recuperação da memória é imprescindível para a mudança da realidade, porque só relembrando, recordando o que aconteceu é que seremos capazes de evitar que se aconteça novamente. O nascimento de uma nova realidade significa o reconhecimento da realidade que existiu, senão ficamos condenados à repetição da história”.

PREMIAÇÕES

A série teve reconhecimento internacional e recebeu o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, em Medellín, na Colômbia. O programa também foi finalista do prêmio Esso de Jornalismo de 2013 e foi selecionado para o Cinefoot de 2013, Festival de Cinema de Havana e para o festival de Filmes Esportivos de Milão.

FICHA TÉCNICA: MEMÓRIAS DO CHUMBO- O FUTEBOL NOS TEMPOS DO CONDOR
Onde: Na ESPN BRASIL ou no Youtube
Reportagem, roteiro e produção: Lúcio de Castro
Imagens: Luís Ribeiro e Rosemberg Farias
Edição: Fábio Calamari e Alê Vallim
Narração: Luís Alberto Volpe
Arte: Stela Spironelli

Os quatro documentários estão disponíveis no Youtube, confiram:
Brasil – https://www.youtube.com/watch?v=u1_YluE-ePA
Argentina – https://www.youtube.com/watch?v=cCb_UjiskbA
Uruguai – https://www.youtube.com/watch?v=PBB6YQEbSwg
Chile – https://www.youtube.com/watch?v=jsoL-tQQuX4

ARQUIBANCADAS FECHADAS, GRANDE “ESTRATÉGIA”!

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O assunto da coluna hoje sai um pouco das 4 linhas e vai para as arquibancadas.

Nos últimos jogos, a diretoria do São Paulo tem tomado algumas atitudes para, segundo eles, economizar com gastos desnecessários em dias de jogos. Há pelo menos uns 3 ou 4 jogos do Brasileirão, senão mais, as arquibancadas amarela e vermelha não são abertas para venda.

Até então não tinhamos visto maiores problemas com essa decisão, mas no último sábado, contra o Bahia, a situação ficou, no mínimo, desconfortável. O público total foi pouco mais de 22 mil pessoas, mas a arquibancada azul estava insuportável de lotada. Pessoas aglomeradas nos túneis de acesso, escadas lotadas impossibilitando a locomoção no intervalo do jogo, pessoas prensadas na grade, filas enormes do lado de fora, para comprar ingresso e para entrar no estádio e muita demora para a saída do público no final do jogo.

E em frente, arquibancada vermelha e amarela vazias.

Fico me perguntando se isso é mesmo necessário….

E se muito mais gente tentasse comprar ingresso na hora? Eles teriam que abrir as demais arquibancadas de última hora, certo? Teria pessoas para trabalhar já que a ideia é economizar?

Na próxima segunda, dia 27, faremos o jogo contra o Goiás. E a medida tomada pela diretoria do TRICOLOR, prá mim, será mais bizarra ainda. Não estão sendo comercializados ingressos de arquibancada. NENHUMA. NADINHA. Só cativas e cadeiras da geral.

Claro que a gente sabe que talvez esse jogo não encha, que o público não será grande, mas não consigo imaginar um jogo sem público na arquibancada. E mais com a torcida organizada na cativa, atrás do gol. Será mesmo que é necessário essa decisão? A economia realmente vale a pena?

Fica pelo menos a reflexão. Antes que dê algum problema grave, ou maior, coisa que sábado, graças a Deus não rolou.

Não é possível que seja necessário fechar todas as arquibancadas. Que a contratação de mão de obra para um jogo pese tanto no orçamento de um clube.

Muito se discute nas melhorias que o futebol pode fazer para trazer a família de volta ao estádio e para diminuir a violência. Fala-se até em aumentar os ingressos para elitizar o público. E o São Paulo, inclusive, fez isso. Aumentou o preço dos ingressos. Quem foi à Arquibancada Azul, e não era Sócio, pagou R$40. A tão conclamada arquibancada familia, por R$10, não existe mais. E ninguém fala nada.

Então serão R$40 para as pessoas passarem sufoco? Para não terem espaço para descer as escadas e irem ao banheiro no intervalo? Sócio Torcedor que paga todo mês ao clube terá que ficar mesmo espremido na arquibancada?

Não consigo entender essa estratégia. E espero que quem teve a brilhante ideia, possa assistir um jogo só e entender o que estamos falando.

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Primeiro reforço de 2015

Olá Soberanos!!
Breno Vinícius Rodrigues Borges, deverá ser o primeiro reforço Tricolor de 2015.
Ele está com 25 anos, nasceu em 13/10/1989 em Cruzeiro- SP.
Tem 1,82 m é destro.
Começou a carreira no Tricolor nas categorias de base, onde ficou de 2003 à 2007.
Foi lançado no time principal por Muricy Ramalho onde fez sucesso com os companheiros de zaga André Dias, Alex Silva e Miranda. Inclusive sendo campeão Brasileiro e chamando a atenção de clubes de fora do país.
No fim de 2007 foi vendido para o Bayern de Munique por 12 milhões de euros e assinou contrato até junho de 2012.
Só que com a chegada do técnico  Louis Van Gaal não teve chance de jogar e foi emprestado ao Nuremberg, também da Alemanha, para pegar experiência.
Onde permaneceu de 2009 a 2010, chegou a ser titular mas sofreu uma grave lesão no joelho direito na vitória de 3 x 2 sobre o Bayer Leverkusen e acabou sendo devolvido ao Bayern para se recuperar.
Só que em 20 de setembro de 2011 ele colocou fogo em sua casa em Munique, na hora do ocorrido ele estava sozinho em casa e ficou levemente ferido.
Em 4 de julho de 2012 o tribunal de Munique o condenou a 3 anos e 9 meses de prisão.
Ele foi considerado culpado do incêndio grave.
Em 2 de dezembro de 2012 ele já apareceu no Bid ( boletim informativo diário ) da CBF como jogador do SPFC até 7 de outubro de 2015.
O conselho de execução penal da Alemanha concordou em reduzir a sentença do zagueiro Breno e segundo o diário Bild, Breno será solto no fim do ano, alguns dias antes do Natal.
Breno terá cumprido dois terços da pena em 18 de dezembro e será liberado. Com isso ele poderá conhecer pessoalmente a sua filha Brenda que nasceu em julho em São Paulo, ele também é pai de Pietro.
Por bom comportamento Breno deixou a penitenciaria no fim de 2013 e atualmente cumpre punição imposta pela justiça em regime semi-aberto, numa espécie de instituto de justiça no estado da Baviera, chamado Freigängerhaus.
Ele segue trabalhando no escritório do Bayern  mas sem receber salário, já que segundo determina a lei, é um emprego de ressocialização sem ganhos. Quando terminar a pena, Breno será um homem livre na Alemanha e poderá retornar quando quiser, porque não será deportado para o Brasil, conforme disse seu advogado na Alemanha.
E como tem contrato com o Tricolor até 7 de outubro de 2015, a partir de  janeiro estará a disposição de Muricy  para a zaga e poderá inclusive fazer a pré- temporada com o elenco Tricolor.
Uma excelente notícia, o meia Hudson fechou contrato com o Tricolor até dezembro de 2017.
Assim terá tempo de mostrar que é um ótimo jogador, ele tem 26 anos e foi criado nas categorias de base do Santos.
Saudações Tricolores!!
Sônia Schefelmeier
 

SPFC 2 x 1 Bahia: se não vai na técnica, recorre-se ao mito

Quando a técnica não fura a tática, o futebol recorre ao mito e ao craque (foto Ale Cabral)

Por Ricardo Flaitt (Alemão)

Uma das funções do mito, criado na Grécia, era o de explicar para o povo os fatos que a ciência se mostrava incapaz. Assim eram narradas a história e seus feitos.

No templo do Morumbi, o mito Rogério Ceni explicou ao futebol sobre algo que nem sempre se consegue compreender, que é um goleiro, ao mesmo tempo, defender e marcar gols.

PRIMEIRO CAPÍTULO

A partida entre São Paulo e Bahia, no primeiro tempo, foi truncada, um jogo sem grandes emoções. Chata de se assistir.

O Tricolor Paulista dominou a posse de bola. Aos 36 minutos a equipe apresentava domínio de 65% contra 35% dos baianos. Porém, um domínio sem efeito prático, pois, com dificuldades para furar a barreira baiana, o time chegou poucas vezes ao ataque.

Mesmo com os retornos de Kaká e Ganso, o time se apresentou desconectado em campo. As jogadas não se encaixavam.

No lugar de Pato, machucado, Muricy optou em colocar Michel Bastos, que jogou relativamente bem, chegando ao ataque e compondo o sistema de marcação da equipe. No entanto, ficou evidente a importância de Pato para a formação do quarteto, uma vez que se movimenta intensamente, caindo por todos os lados do da defesa adversária e proporcionando uma dinâmica na frente, que abre espaço e cria oportunidades.

SE NÃO VAI NA TÉCNICA, VAI NO MITO

Aos 39 minutos do primeiro tempo de uma partida morosa, eis que surge uma falta na entrada da grande área do Bahia. E quando não se vai na técnica e na ciência, para quebrar o esquema tático adversário, recorre-se ao mito.

Rogério Ceni cobrou a falta com perfeição, a bola caminhou em direção ao ângulo direito de Marcelo Lomba, que chegou a tocar, mas a bola caprichosamente termina nas redes. Gol de mito, que completou 123 gols da carreira e está dentre os maiores artilheiros na história do São Paulo.

SEGUNDO CAPÍTULO

A vantagem no placar tornou o jogo um pouco melhor no segundo tempo. Logo aos 9 minutos, cobrança de escanteio para o Tricolor: Toloi, na primeira trave resvala de cabeça, a bola passa por toda área, próxima à linha do gol, mas Edson Silva chega atrasado numa jogada que bastava apenas encostar para entrar.

Aos 16 Muricy saca Kardec para dar lugar a Luis Fabiano. A partida melhorou, com Kaká e Fabiano formando uma bela dupla. O ataque melhorou.

Michel Bastos também auxiliou Luis Fabiano. Aos 19 do segundo, recebeu a bola na direita, dá um belo passe, colocou o atacante em posição de marcar, mas Fabiano recebe uma trombada do jogador baiano. Pênalti claro, verdadeiro atropelo dentro da área, não marcado pela arbitragem.

E vale destacar que Luis Fabiano, desta vez, manteve-se com a cabeça tranquila, mesmo diante de um lance tão claro, controlou os nervos para não levar um cartão e se autoprejudicar. Foi sensato, mesmo diante de tamanha insensatez do árbitro.

Quando a partida parecia se encerrar em 1 a 0, Ganso recebe a bola no meio, partiu em direção à grande área e com categoria bateu no canto direito de Marcelo Lomba. Dois a zero. Ganso vibrou, mostrou alma, deixou a razão de lado por alguns momentos para fazer pulsar o coração tricolor.

Ganso com alma: o camisa 10 que todo brasileiro sonha na Seleção (Foto Ale Cabral)

Aos 38, nova jogada que ilustra a boa fase da Ganso. Recebeu a bola no círculo central da área adversária e com toque de maestro, que é, fez a bola passar no meio de toda defesa baiana para chegar aos pés de Fabiano, na cara do gol. O desfecho só não foi perfeito porque o atacante estava em posição de impedimento. Mas o lance foi genial.

Os baianos chegaram com força ao ataque são-paulino em dois momentos: aos 20, quando Diego Macedo, tabelando com Henrique, foi entrando no meio da defesa Tricolor e bateu com força para excelente defesa de Ceni. E o outro momento foi do gol. Aos 42, mais uma falha do sistema defensivo, em que o jogador baiano Fahel cabeceia sozinho, livre, no meio da grande área. Falha sistêmica na defesa tricolor.

A partida não foi épica, não houve grandes feitos como numa epopeia, mas com a presença de um mito em campo, o que era para ser uma história corriqueira passa ter o seu momento de grandeza quando um goleiro une dois pontos do futebol numa só pessoa ao defender e marcar.

Com a vitória, o São Paulo soma mais três pontos e continua escrevendo, partida a partida, capítulo a capítulo na saga do Brasileirão, uma história que poderá se chamar: o dia em que santo foi à caça da raposa.

TOLOI

Impressiona como Toloi voltou de Roma. Até os 25 minutos do segundo tempo não havia cometido nenhuma falta. Ainda tem potencial para evoluir e tornar-se um dos grandes zagueiros da história do São Paulo. Joga com firmeza e precisão.

Toloi: jovem, técnico e bola