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Álvaro Pereira já é ídolo no coração do torcedor do São Paulo

Álvaro Pereira: reforço no campo e o líder com as ausências futuras de Rogério Ceni e Kaká

Por Ricardo Flaitt (Alemão)

O presidente Carlos Miguel Aidar, agora em sintonia com a comissão técnica vem, de modo preciso e inteligente, pensando o São Paulo para a temporada 2015.

Ponto de partida é a estabilidade proporcionada ao técnico Muricy Ramalho, no sentido sequenciar um trabalho, que está em formação e com uma boa base formada ao longo deste ano.

No entanto, neste texto, vou destacar aqui a possibilidade da contratação em definitivo de Álvaro Pereira. Mais um uruguaio que pela raça, pela força de vontade, pela determinação e o comprometimento com que joga, fincou bandeira nos corações tricolores.

As atuações de Álvaro Pereira nos colocam a pensar: – Como seria a Seleção Brasileira, repleta de talentos, se conseguisse conciliar sua técnica com a raça uruguaia?

Aidar, que vem realizando um criterioso trabalho na recomposição e formação pontual de um elenco para o São Paulo, sinalizou a tentativa do Tricolor em contratar definitivamente o jogador que tem passe vinculado à Internazionale de Milão.

Em tempos que Rogério Ceni aposentar-se-á e Kaká jogará nos Estados Unidos, Álvaro Pereira; que além de bom jogador, se contrato terá papel muito importante numa equipe de futebol: o da liderança.

Não se pode estabelecer o futuro, porém, poucas certezas estão tão consolidadas nos corações e mentes dos torcedores são-paulinos como a de Álvaro Pereira já é, e sempre será, um ídolo na galeria do São Paulo Futebol Clube.

Que Aidar consiga trazer em definitivo o bom uruguaio, exemplo de como deve honrar a a camisa de um clube.

Álvaro Pereira conquistou sua lugar na história do SPFC pela raça, comprometimento e determinação com que defende o clube

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Ricardo Flaitt, o Alemão, é jornalista (MTb 40.939), estudou Filosofia (UNESP/Marília) e Letras (UNESP/Assis) ao mesmo tempo; mas abandonou para estudar História. Lançou o livro de poesias “O Domesticador de Silêncios” e venceu, dentre outros concursos literários, duas vezes o Mapa Cultural Paulista, evento promovido pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo nas categorias Literatura e Composição Musical. Escreve sobre cinema nos sites da Força Sindical e no Culturalmente Santista. @flaittt]

Empate justo num jogo bem ruim!

Torcedor tricolor foi um ponto conquistado fora de casa que pode ser comem0rado,mas uma derrota contra a Chapecoense ontem a noite na Arena Condá em Chapecó seria um resultado perfeitamente normal,o time do São Paulo teve poucos momentos de inspiração em campo e só empatou em 0x0 e contou com uma muito fraca atuação de Kaká,uma atuação bem ruim de Ewandro que sentiu o peso de entrar em campo e se ressentiu muito das jogadas de linha de fundo de Alexandre Pato,o Chapecoense não é um grande time,impõe alguma correria em seu campo tem um bom lateral Fabiano,o meia Camilo e o atacante Leandro e só,realmente não deu pra entender ainda como o São Paulo desperdiçou três pontos contra este time no primeiro turno,ontem era uma rodada pro São Paulo se aproximar de vez do lider Cruzeiro afinal o time de minas apenas empatou contra o Palmeiras.

O São Paulo não começou bem em campo e só não sucumbiu a correria da Chapecoense graças a mais uma vez muito boa atuação de Edson Silva que rebateu todas as bolas na zaga e de Denilson que vem sendo fundamental ao time,se o setor de criação do time foi muito fraco,lá atrás a coisa funcionou muito bem e mesmo Rogério Ceni o m1to esteve numa noite muito segura ajudando a defender várias bolas,os atacantes enfim do Chapecoense desperdiçaram algumas chances devido a falta de pontaria deles.

O São Paulo reequilibrou um pouco a posse de bola mesmo assim o garoto Ewandro foi muito mal na equipe sendo substuído por Osvaldo que ajudou a deixar o São Paulo bem melhor e o segundo tempo teve um domínio tricolor com várias jogadas,pena mesmo que parece que Alan Kardec anda numa fase nem um pouco inspirada e o jogador que poderia ser decisivo ao time perdeu uma chance de gol frente a frente ao goleiro Danilo,Paulo Miranda perdendo a bola num lance de ataque fez uma falta e foi justamente expulso prejudicando o time para a próxima partida contra o bom time do Goiás que vem de cinco partidas sem perder e graças ao absurdo calendário que a CBF impõe ao futebol brasileiro o São Paulo terá que jogar em plena segunda feira no Morumbi.

Foi uma partida muito ruim tecnicamente muito mais de correria,nem mesmo Ganso que foi muito bem marcado foi decisivo como em outros jogos mas foi um resultado justo que não permite que o São Paulo consiga se aproximar do líder Cruzeiro que como disse aqui vem vacilando jogo após jogo mas parece mesmo que disputar a Libertadores 2015 é algo muito próximo de acontecer a equipe do Morumbi.

E agora as notas dos jogadores da partida:

Rogério Ceni Rogério,o m1to foi muito seguro atrás quando precisou esteve muito atento no gol e foi muito seguro na orientação da defesa uma ótima atuação do m1to, o melhor do time nota 8,0

Paulo Miranda estava indo bem na marcação porém deu uma vacilada enorme e teve uma expulsão bastante justa prejudicando o time Nota: 2,0

Rafael Tolói Tomou um cartão amarelo bobo que desfalcará o time,vinha tendo uma muito boa atuação no time. Nota: 6,0

Edson Silva Junto com Rogério foi o melhor em campo,uma atuação segura atrás com desarmes,rebatidas,o ataque da Chape teve dificuldades com ele nota 7,5

Álvaro Pereira Bem na marcação e fez alguns bons cruzamentos pro ataque,no geral uma boa atuação do Uruguaio que pode ficar no time (!) Nota: 6,0

Denílson mais uma vez muito bem a frente da zaga porém na hora de apoiar o ataque não foi bem. Nota: 5,0

Souza Foi distante do brilhantismo de outros jogos,quase guardou o seu Nota: 5,5

Kaká muito fraca partida nervoso tomou um cartão amarelo bobo que o deixará de fora contra o Goiás,no segundo tempo mais próximo de Ganso melhorou porém cansou e deixou o time. Nota: 4,0

PH Ganso Bem marcado não conseguiu ter o brilhantismo de outros jogos . Nota: 5,0

Ewandro muito mal,criou duas jogadas na primeira etapa e só. Nota: 3,0

Alan Kardec péssimo em campo,precisa fazer gols,perdeu um gol feito na cara de Danilo,pode perder a posição de titular desta maneira. Nota: 3,0

Osvaldo Entrou e sua correria melhorou o time mas mostrou que a habilidade de Pato destoa no time. Nota: 6,0

Boschilia entrou no lugar de Kaká porém com a expulsão de Paulo Miranda logo saiu. Sem Nota.

Hudson Entrou no fim para fechar o lado direito após a expulsão de Paulo Miranda. Sem Nota

Muricy Ramalho Tentou algo diferente na equipe com Ewandro,porém Pato mostrou que faz muita falta ao time,no final fez boas substituições e pode comemorar bem o empate e o ponto conquistado fora de casa. Nota: 6,5

Grande Abraço a todos!

 

fernando_rodape

Ooooo, não para, Rogério

Salve nação São-paulina

Em mais um jogo e em mais um campeonato a lenda, ou melhor, o M1TO fez mais um triunfo na noite do ultimo sábado (18/10/2014), um golaço de falta que não me lembro desse campeonato brasileiro outro jogador fazer um gol de falta com tanta precisão como foi o do Rogério Ceni seu décimo gol no campeonato brasileiro e o seu sexagésimo gol de falta, somando 123 gols na historia do futebol mundial.

Só tenho a agradecer em poder ter visto esse M1TO jogar e levar a sério o que se diz ser um jogador de futebol profissional fruto de um bom mestre que foi o Telê Santana em saber lapidar o diamante nas categorias de bases e hoje temos esse diamante brilhando na meta desde 1997.

Infelizmente o Brasil não reconhece as pessoas que são trabalhadoras e que tem posicionamento forte em relação à política do país, pois a mesma imprensa prefere jogadores que fazem graça e o tal “a gente veio para somar”. Em qualquer outro país o M1TO seria reverenciado por suas qualidades e não depreciado como a imprensa brasileira gosta de fazer com ele.

Sim ele tem 41 anos de idade, se alguém me falar outro goleiro (nem vou pedir cobrador de pênaltis e faltas) melhor que o M1TO fez nesses 24 anos de SPFC, nunca mais falo nada sobre a posição!

Rogério Ceni é do mesmo nível de Ayrton Senna, Michel Jordan e Telê Santana, fizeram história no esporte e não é uma simples imprensa marrom que apagará o que fizeram ao esporte, pois a mesma imprensa questionava o Ayrton e hoje vejo uma os mesmo que criticavam lembrando como era boa a F1, ou seja, para ele só tem valor quando se perde um ídolo e não em quanto está vivo!

Só mesmo no Brasil pra alguém como o Rogério ficar marcado como ‘arrogante’. Aqui o bom é ser vira-lata, ser sortudo, ser malandro, etc.

Agora é curtir os últimos jogos desse M1TO do futebol mundial e guardar nas lembranças para contar para nossos filhos (as), Sobrinhos (as), Netos (as) etc. que em nosso SPFC jogou um jogador de outro planeta em que seu foco foi sempre ser profissional e conquistar todos os títulos que disputou em mais de 24 anos de SPFC.

Obrigado Rogério Ceni por tudo que fez e está fazendo com o SPFC e minha homenagem a você e que quando parar não vou comprar nenhuma camisa de goleiro do SPFC, pois minha coleção acaba com a camisa do maior de todos que tive oportunidade de ver e conversar um dia.

Fica aqui o grito que cantamos no Morumbi, pois em 2015 precisaremos muito de você Ooooo, não para, Rogério.

“Fico feliz, seria pior se fosse ao contrário (risos). Falando sério, mostra que você fez algo bom. Tomara que esse grito possa aumentar, é sinal do reconhecimento de um trabalho, você se torna mais feliz. Tudo na vida tem um fim, não tem jeito, chega a hora. Ninguém está preparado para parar. Acho que o dia simplesmente chega e você tem de saber conviver a partir daí”, afirmou o camisa 01, que acrescentou.

“São 41 anos de idade com 24 anos vividos aqui. Para mim é emocionante, está diminuindo o número de jogos que poderei vestir essa camisa. Queria trocar com alguém mais novo para ganhar mais alguns anos, mas isso não é possível. Por isso, que não quero de jeito nenhum perder a chance de ganhar a Copa Sul-Americana”,

Os outros têm goleiro, NÓS TEMOS O MAIOR GOLEIRO ARTILHEIRO DO MUNDO! ROGÉRIO M1TO CENI

Nota zero ao Sr. Itagiba Francez, que mais uma vez mostrou como a diretoria é arcaica e não conhece o ambiente que hoje o futebol virou, pois no mínimo quer que toque na entrada do time em campo New York New York Frank Sinatra ou esses axés da vida!

Em reunião do Conselho Deliberativo, o conselheiro Itagiba Francez criticou o som e pediu que a música seja abolida da casa são-paulina.

- Essa música é horrível e faz com que todo mundo se sinta em um enterro. Começa com uns sinos tocando. Depois, parece que entram no gramado os mortos, no caso, os jogadores. Só falta o caixão – disse.

O discurso ganhou o apoio de outros conselheiros, mas não do presidente Carlos Miguel Aidar. O rock segue garantido, pelo menos até a despedida de Rogério Ceni.

É pessoal vamos aproveitar para curtir os últimos jogos do M1TO e apreciar boas músicas que estão sendo executadas no Morumbi, pois o futuro será negro, com esse pensamento dessa diretoria não duvido de nada em 2015.

Até semana que vem!

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor

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O documentário “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, produzido pelo jornalista e historiador Lúcio de Castro investiga as relações entre o futebol e os braços armados das ditaduras militares em quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Com um episódio destinado à história de cada país, Lúcio de Castro remonta o período de instalação das ditaduras militares e as contextualizam, principalmente, com as seleções nacionais de futebol, que foram utilizadas pelos militares como instrumentos de propaganda do regime totalitário.

As ditaduras militares compreenderam o futebol não só como um veículo de propaganda, mas também um mecanismo de “circo” ao povo frente à censura e à repressão imposta.

O documentário “Memórias do Chumbo” retrata o futebol e as ditaduras em quatro países, no entanto, vale ressaltar que este texto centrar-se-á sobre o episódio brasileiro.

DOS ANOS DOURADOS AO DE CHUMBO
O Brasil dos anos 60 vivia ainda a euforia com o desenvolvimento proposto por Juscelino Kubitschek, que prometera 50 anos de avanços em 5. O som das indústrias automobilísticas determinavam o tom do desenvolvimento e a sensação de crescimento.

O Brasil rural parecia não mais caminhar a pé, mas de carro rumo a um novo tempo de prosperidade e modernidade. O clima da sociedade brasileira entre as décadas de 50 e 60 era de profundas transformações.

O período de mudanças ganhou amplidão a partir de 7 de setembro de 1961, quando João Goulart, o Jango, assumiu a presidência, após a renúncia de Jânio Quadros e iniciou um processo de transformações tanto econômicas, mas fundamentalmente sociais.

O mandato de Jango (1961-1964) foi marcado por uma postura reformista, buscando avançar quanto às questões sociais. Para isso, teria que mexer em estruturas fortemente ligadas às elites brasileiras, as quais os militares também possuíam vínculos nas relações de poder.

Jango, que venceu a resistência dos militares para assumir a presidência frente à renúncia de Quadros, ao assumir o cargo começa a revisar o Brasil, discutindo questões como reforma agrária, reforma eleitoral, reforma urbana, reforma educacional, dentre outros, não menos polêmicos.

Temerária diante dos pensamentos socialistas de Jango, com medo de ver suas posses se esvaírem, assim como seus poderes e suas benesses, e tudo isso imerso num contexto em que o mundo assistira a tomada de Cuba por revolucionários e os EUA combatiam pesadamente – e sem escrúpulos – qualquer possibilidade da implantação do sistema comunista, as elites e o alto escalão militar destituíram o presidente João Goulart.

Assim, no dia 1º de abril de 1964, os militares deram início a um dos períodos mais conturbados e sangrentos na história do Brasil: a ditadura militar de 1964, período que durou 21 anos.

A ditadura militar apropriou-se também do futebol e buscou manipular a paixão do povo brasileiro. Em “Memórias do Chumbo”, Lúcio de Castro investiga o futebol mas, ao mesmo tempo, expande seu olhar investigativo, de forma em que mostra todas as mazelas e o modus operandi da ditadura militar no Brasil, que foi controlando todos os setores da sociedade, chegando até mesmo a infiltrar agentes e a determinar os nomes das pessoas que ocupariam cargos de direção nos clubes de futebol.

Nesta tabelinha cognitiva com o absurdo, Lúcio de Castro mostra as jogadas dentro de um campo tenebroso, que envolve a formação do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), mecanismo criado para reprimir, torturar e matar qualquer opositor ao sistema, até trilhar o caminho para descobrir a denominada “multinacional da repressão”, ou a Operação Condor.

A Operação Condor foi uma cooperação política e militar entre o Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai; com objetivo eliminar qualquer liderança fugidia entre os países latino americanos, para apagar qualquer rastro de história e de possível resistência e; por fim, uma retaliação à OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), criada por Fidel Castro.

Também denominada “Carcará” no Brasil, contou com todo aparato da CIA (Central de Inteligência Americana) e matou centenas de milhares de pessoas na América Latina.

Segundo o jornalista Luiz Claudio Cunha, as linhas entre futebol e ditadura (Operação Condor) se cruzaram quando trabalhando na redação de uma revista no Rio Grande do Sul recebe a ligação sobre um possível sequestro.

“Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor” é inovador do ponto de vista histórico-documental, pois remonta e revela novos detalhes e ângulos sobre um período trágico do Brasil, tendo como pontapé inicial o futebol, esporte que é considerado por muitos alienante às massas, mas que, sem dúvida, se confunde com os fatos de nosso país, assim como nossos vizinhos geográficos e povos irmãos, que foram vitimados pela ditadura militar na Argentina, Uruguai e Chile.

Como bem finaliza Eduardo Galeano, em depoimento concedido sobre o capítulo sobre futebol e ditadura no Uruguai: “A recuperação da memória é imprescindível para a mudança da realidade, porque só relembrando, recordando o que aconteceu é que seremos capazes de evitar que se aconteça novamente. O nascimento de uma nova realidade significa o reconhecimento da realidade que existiu, senão ficamos condenados à repetição da história”.

PREMIAÇÕES

A série teve reconhecimento internacional e recebeu o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, em Medellín, na Colômbia. O programa também foi finalista do prêmio Esso de Jornalismo de 2013 e foi selecionado para o Cinefoot de 2013, Festival de Cinema de Havana e para o festival de Filmes Esportivos de Milão.

FICHA TÉCNICA: MEMÓRIAS DO CHUMBO- O FUTEBOL NOS TEMPOS DO CONDOR
Onde: Na ESPN BRASIL ou no Youtube
Reportagem, roteiro e produção: Lúcio de Castro
Imagens: Luís Ribeiro e Rosemberg Farias
Edição: Fábio Calamari e Alê Vallim
Narração: Luís Alberto Volpe
Arte: Stela Spironelli

Os quatro documentários estão disponíveis no Youtube, confiram:
Brasil – https://www.youtube.com/watch?v=u1_YluE-ePA
Argentina – https://www.youtube.com/watch?v=cCb_UjiskbA
Uruguai – https://www.youtube.com/watch?v=PBB6YQEbSwg
Chile – https://www.youtube.com/watch?v=jsoL-tQQuX4

ARQUIBANCADAS FECHADAS, GRANDE “ESTRATÉGIA”!

c_tania

O assunto da coluna hoje sai um pouco das 4 linhas e vai para as arquibancadas.

Nos últimos jogos, a diretoria do São Paulo tem tomado algumas atitudes para, segundo eles, economizar com gastos desnecessários em dias de jogos. Há pelo menos uns 3 ou 4 jogos do Brasileirão, senão mais, as arquibancadas amarela e vermelha não são abertas para venda.

Até então não tinhamos visto maiores problemas com essa decisão, mas no último sábado, contra o Bahia, a situação ficou, no mínimo, desconfortável. O público total foi pouco mais de 22 mil pessoas, mas a arquibancada azul estava insuportável de lotada. Pessoas aglomeradas nos túneis de acesso, escadas lotadas impossibilitando a locomoção no intervalo do jogo, pessoas prensadas na grade, filas enormes do lado de fora, para comprar ingresso e para entrar no estádio e muita demora para a saída do público no final do jogo.

E em frente, arquibancada vermelha e amarela vazias.

Fico me perguntando se isso é mesmo necessário….

E se muito mais gente tentasse comprar ingresso na hora? Eles teriam que abrir as demais arquibancadas de última hora, certo? Teria pessoas para trabalhar já que a ideia é economizar?

Na próxima segunda, dia 27, faremos o jogo contra o Goiás. E a medida tomada pela diretoria do TRICOLOR, prá mim, será mais bizarra ainda. Não estão sendo comercializados ingressos de arquibancada. NENHUMA. NADINHA. Só cativas e cadeiras da geral.

Claro que a gente sabe que talvez esse jogo não encha, que o público não será grande, mas não consigo imaginar um jogo sem público na arquibancada. E mais com a torcida organizada na cativa, atrás do gol. Será mesmo que é necessário essa decisão? A economia realmente vale a pena?

Fica pelo menos a reflexão. Antes que dê algum problema grave, ou maior, coisa que sábado, graças a Deus não rolou.

Não é possível que seja necessário fechar todas as arquibancadas. Que a contratação de mão de obra para um jogo pese tanto no orçamento de um clube.

Muito se discute nas melhorias que o futebol pode fazer para trazer a família de volta ao estádio e para diminuir a violência. Fala-se até em aumentar os ingressos para elitizar o público. E o São Paulo, inclusive, fez isso. Aumentou o preço dos ingressos. Quem foi à Arquibancada Azul, e não era Sócio, pagou R$40. A tão conclamada arquibancada familia, por R$10, não existe mais. E ninguém fala nada.

Então serão R$40 para as pessoas passarem sufoco? Para não terem espaço para descer as escadas e irem ao banheiro no intervalo? Sócio Torcedor que paga todo mês ao clube terá que ficar mesmo espremido na arquibancada?

Não consigo entender essa estratégia. E espero que quem teve a brilhante ideia, possa assistir um jogo só e entender o que estamos falando.

tania_rodape