Lugano representa um novo ciclo no SPFC

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Lugano retorna ao São Paulo de forma mítica. Realidade e fantasia se misturam nos corações e mentes tricolores quando o assunto envolve o zagueiro uruguaio. O ponto máximo dessa catarse tricolor aconteceu no jogo de despedida de Rogério Ceni, quando o M1to, em gesto mais que simbólico, passou a braçadeira de capitão ao uruguaio, para delírio de 60 mil torcedores.

Muito antes de assinar o contrato, naquele instante materializava-se o desejo de milhões de são-paulinos por um São Paulo aguerrido, comprometido e vencedor.

Se por um lado a torcida extasia-se com o seu retorno, em contrapartida, muitas vozes da arquibancada e da crônica esportiva reverberam: – Mas qual será o Lugano versão 2016? Ele tem condições de apresentar um bom futebol? Ele não está velho demais? Até que ponto o sonho não sucumbirá à realidade?

Evidente que estas questões são pertinentes e devem ser pontuadas. No entanto, a volta de Lugano, aos 35 anos, e depois de 10 anos longe do Morumbi, extrapola suas atuações em campo. Por mais estranho que essa frase possa soar, encontra-se o sentido quando contextualizamos a chegada do uruguaio com os momentos turbulentos que atravessaram o clube nos últimos tempos.

Ainda que as peças no tabuleiro administrativo comecem a se assentar, existe um desafio para a nova diretoria Tricolor: restabelecer a ordem nos bastidores da instituição para que a luta seja por títulos e não entre os titulados.

Quanto à gestão, Leco parece estar no caminho correto. Contratou um bom técnico, sério, trabalhador e duas vezes vencedor da Libertadores da América. O presidente preserva o que há de bom no elenco e estabelece contratações pontuais como Kieza e Mena, sem incorrer ao erro de megalomanias ou pirotecnias. Em síntese, não joga para a torcida e compreende a realidade econômica do clube.

Essa transformação administrativa é parte de um processo de reestruturação que também compreende uma outra transformação, nos gramados. E é justamente nesse ponto em que Lugano representa uma peça importante na simbiose essencial de clubes vencedores, que se complementa com boa administração e equipe competitiva e comprometida.

Outra grande decisão de Leco na reconciliação com Lugano com o SPFC foi a de formatar o contrato de modo que o ídolo, após encerrar a carreira nos gramados, passe a ser um representante do clube que tanto ama. Essa medida é genial, pois representa um mecanismo que preservará a integridade de El Dios na história do SPFC, caso não esteja bem nos gramados. Em suma, se Lugano não corresponder no campo, já tem lugar assegurado na instituição, decisão digna de aplausos da diretoria em consideração a quem tanto fez e ainda faz pelo clube.

A imagem de Lugano para o São Paulo é tão positiva neste momento de reafirmação da instituição, que ele ajuda até no marketing. Conforme dados divulgados, mesmo antes de chegar, a camisa 5 bate todos os recordes, a ponto de superar a vendagem de Rogério Ceni. E não há como desprezar a força de um ídolo e do mercado para esse “admirável futebol novo” que se verticaliza em cifras cada vez mais exorbitantes e inimagináveis. O São Paulo, então, que precisa de dinheiro, Lugano é um respiro e fonte de renda extra.

Completando essas ações, é sábia também a decisão em realizar a apresentação do ídolo uruguaio para os são-paulinos, de preferência em um sábado à noite, no Morumbi, para que os que trabalham possam ir e levar seus filhos para ter a dimensão de um ídolo e, consequentemente, do que é a paixão por um clube de futebol (que não a façam não no meio da semana como fizeram com Luis Fabiano, que restringe e exclui). Lugano representa a volta do orgulho de ser são-paulino. Digo orgulho, não soberania, pois esta emergiu a instituição em um mundo delírios.

A constatação sobre se o uruguaio com sangue Tricolor está ultrapassado para o futebol só os gramados responderão, mas é inegável que o zagueiro já está eternizado na memória dos torcedores.

Ricardo Flaitt

Estudante de História e assessor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical. Autor do livro “O Domesticador de Silêncios”

Vemos como jogadores, mas eles são seres humanos

Hoje gostaria de abordar uma questão que me chamou minha atenção semana passada, a entrevista do zagueiro Luiz Eduardo.

Fonte:http://www.lance.com.br/sao-paulo/zagueiro-revela-drama-familiar-pede-nova-chance.html

Nessa entrevista ele aborda seu carinho pelo São Paulo, pois é torcedor declarado, além das dificuldades que teve no final da temporada com uma lesão que o afastou dos gramados, mas o que me chamou a atenção e fez eu escrever esse texto foi a revelação do drama familiar, questionado se ele pretende ter filhos, ele disse que sua esposa sofre de esclerose múltipla, para quem não conhece a doença veja o link abaixo:

Fonte:http://www.abem.org.br/index.php/esclerose-multipla

E isso me fez refletir, muitas vezes criticamos, julgamos, ofendemos os jogadores, e não sabemos o que eles passam, fora de campo, pois nossas criticas são referentes ao rendimento que vemos dentro de campo, não estou dizendo, que não possamos criticar ou cobrar, mas fazer com mais respeito, e me incluo nessa, pois muitas vezes fiz criticas exageradas.

Que tenhamos essa entrevista como um ponto de partida, que possamos enxergar eles além de jogadores, como seres humanos, que como nós também tem dificuldades, e muitas vezes não revelam, como foi o caso do zagueiro Luiz Eduardo que só revelou meses depois.

Abraços à todos!

fernnaod

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Skate

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A eterna privação do zagueiro absoluto – Vem Lugano!

istoemulher pri ruiz

Olá amores, tudo bem? Quanto tempo! Feliz Ano Novo para vocês!

Eu não poderia voltar à cena com outra pauta que não fosse Diego Lugano e não só pelo fato das exaustivas especulações dos últimos dias, mas em especial pelo duro embate técnico que o retorno do zagueiro ao São Paulo tem proporcionado à minha razão e emoção.

Muito se fala que um zagueiro absoluto é aquele da velha guarda, que tenha presença de meter medo e que saia de campo sangrando ao final da partida.  Inclusive, dizem que zagueiro de verdade tem que ser feio (discordo totalmente..rsrs), desarrumado e se torna um expert, quando se livra da pelota chutando para o lado em que estiver virado.

Por falar nisso, para a maioria dos zagueiros, ter a bola nos pés pode ser um caos. O tal do zagueiro é aquele cara que vai sofrer a eterna privação de ser a estrela do time, mesmo que seja a única, mas não será afetivamente reconhecido como merece. Afinal, é ele que é exaltado pela bicuda para o mato e é ele também que a torcida execra por um recuo mal feito ou um pênalti cometido.

Sim, o futebol foi e é assim e todos nós, torcedores apaixonados de ontem e hoje temos a síndrome do coração peludo. Contudo, temos até certo ponto.

Lugano é inegavelmente daqueles jogadores que podem não estar no rol de ídolos máximos, mas também é impossível esquecê-lo.  O zagueiro é símbolo de entrega e traduz em campo a raça tradicionalmente portenha que tanto admiramos. Afinal, é lindo acompanhar a UCL, mas é uma delícia assistir à Libertadores.

Em tempos de um futebol brasileiro morno e principalmente, com o time do São Paulo desprovido de alma, ele vem apenas com a responsabilidade de resolver todos os problemas da defesa do time? Claro que não.

Ele vem com a árdua missão de apoiar na retomada de valores inegociáveis que o time precisa demonstrar em campo. Ele tem o compromisso de fazer valer o investimento, afinal a taxa cambial está posta, assim como a situação financeira vivida pelo clube. Ele ganha a chance de resgatar a si próprio, pois é um trintão que não tem passado recente de êxito. Ele aponta como dono do coração carente da torcida sampaulina, ávida por ter aos olhos um time honrado e novas histórias de glória para se orgulhar.

Em minha modestíssima e racional opinião, faltam a Lugano alguns requisitos técnicos que correspondam a um ideal tático de futebol, tais como imprimir velocidade no início da armação das jogadas e jogar em uma linha defensiva adiantada. Mas, qual é o ideal tático de futebol hoje em dia no Brasil? Não tenho convicção nessa resposta, só sei que não é o que jogam Lucão e sua trupe, com todo o respeito a eles. Pronto, a emoção empatou a partida.

Se o jogador do Presidente de outrora se transformou no jogador da torcida, a raça, neste caso pode e deve prevalecer à técnica. Um time não se faz de um só elemento.

Aliado a um outro cenário no clube, com novo técnico e sem a presença marcante de Rogério Ceni, que venha Lugano e que tenhamos um mínimo discernimento, pois será um trabalho que continuará exigindo paciência na busca da identidade e unidade desse time para reconquistar o caminho das vitórias.

Sozinhos, vamos rápido. Mas, juntos, vamos longe.

Eu estou nessa e vocês? Bora?

Um beijão e até a próxima!

pri ruiz rodapé

Muita calma nessa hora

Olá caros amigos leitores Soberanos, essa semana promete, como tenho dito nos grupos de whatsapp há algum tempinho, essa semana teremos 3 jogadores contratados, dois deles foram garantidos, Mena e Lugano.

Embora não seja o foco principal dessa coluna, entendo que foram duas boas contratações, não excelentes. Lugano virá para nos dar identidade, pegada, garra e vontade, valores que devem haver em um time, mormente naquele que irá disputar a Libertadores, campeonato que julgo com muito menos glamour do que a UCL, mas muito mais difícil e combativo.

Mena é um bom jogador, não o julgo excepcional, muito menos alguém que venha para colocar a bola embaixo do braço e dizer que resolve, mas irá agregar muito para o SPFC. Chego a desconfiar que irá nos surpreender positivamente.

Agora, voltando para o cerne do título, quero falar sobre a bagunçada Copinha. Campeonato esse que a cada ano perde mais sua essência inicial para se tornar, única e tão-somente, uma vitrine de jovens atletas.

O SPFC vem fazendo uma boa campanha, mas entendo que não há motivos para tanta euforia, como a que ando vendo por aí, principalmente nos grupos de whats e redes sociais.

Os jovens meninos Tricolores jogam com outros jogadores igualmente inexperientes, o que significa dizer que, não é pelo fato de que um jogador estar indo bem nessa vitrine patrocinada que tem que subir para o profissional, vestir o Manto Sagrado e ser escalado.

É bem diferente jogar contra atletas profissionais do que com jogadores em início de carreira.

Só no SPFC há inúmeros exemplos de jogadores que destruíam em campo nos torneios “subs” da vida, mas no profissional não corresponderam. Henrique, Sérgio Mota, Lucão, entre outros são exemplos recentes disso.

Embora tenhamos feito 11 gols em duas partidas, não podemos perder de vista que enfrentamos duas equipes “meia boca”, o Paulista e o Tiradentes.

O que quero dizer é que ainda não fomos postos à prova, pois não enfrentamos os times mais bem preparados da Copinha.

Óbvio que temos que ficar atentos com alguns bons nomes do nosso elenco, mas é preciso dar a eles o tempo necessário de preparo e adequação para, somente após, pensar em profissionalizá-los.

Estamos no caminho certo, mas não há motivos para empolgação, ao menos por enquanto.

Aurelio Mendes – @amon78

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