Os pecados capitais do futebol – Libertadores e Galo x São Paulo

istoemulher pri ruiz

Olá amores, tudo bem com vocês?

Vamos chegando ao mês de agosto e confesso que aumenta a ansiedade pelo início da nova temporada europeia. Contudo, deste lado do mundo, a bola não para de rolar e assunto é o que não falta.

Nesta semana, eu não poderia deixar de falar sobre o meu São Paulo e também do primeiro duelo da final da Libertadores. Os jogos foram concomitantes e esta que vos escreve teve que se desdobrar, o que não foi grande esforço, afinal, independente de resultado, foram partidas muito interessantes para analisar.

Sabemos que ir pra cima do adversário como se não houvesse amanhã na final de qualquer campeonato é letal, especialmente na Libertadores. O que vi foi que Tigres e River, mesmo demonstrando muita iniciativa, se respeitaram demais para, de fato, termos elementos para apontar quem poderá ficar com a taça.

O Tigres não conseguiu traduzir a superioridade em gols, o que cá entre nós foi muito melhor para os Millonarios que decidem em casa com o imenso apoio da torcida no Monumental.

Por falar em torcida, há de se reconhecer a linda festa dos mexicanos. Ainda assim, o River Plate não se intimidou e como sempre, foi muito voluntarioso e faltoso, principalmente em Gignac e Sóbis que foram as vítimas da vez.

O meio campo estava visivelmente lotado, por isso, o River abusou da ligação direta com o intuito de se aproveitar da movimentação de seus homens de frente. O goleiro do Tigres, Guzmán estava inspirado e frustrou as investidas argentinas.

A marca da partida foi o excesso de faltas, o que tornou o jogo chato, mas em momento nenhum se perdeu o espírito raçudo a la Libertadores. Na reta final, o Tigres tentou se impor e teve os seus melhores momentos. Pouco para um time que decidirá um campeonato fora de casa. Exatamente como foi entre Inter e Tigres, em minha opinião, nada está decidido. River joga em casa e certamente será muito ofensivo. Porém, não tem como duvidar dos felinos. A sorte foi lançada.

Se tem algo que incomoda alguém tão analítica como eu, é não ter elementos suficientes para chegar à uma conclusão. Pois é, sim, estou falando do time do São Paulo. E não estou falando de má gestão, porque isso é mais do mesmo. Estou me referindo à equipe em campo que, aos meus olhos, continua uma incógnita.

É louvável a postura do time em sair para o jogo com a marcação adiantada, desarmando o adversário e tocando a bola com velocidade para chegar fácil ao ataque. O que coloco em xeque aí é justamente a forma como é feito, porque tenho a impressão de que há uma grande confusão conceitual na cabeça dos jogadores em diferenciar pressão e empolgação.

Não se pode simplesmente sair para o jogo sem posicionar muito bem a defesa, ainda mais quando esta é tecnicamente muito fraca. Rodrigo Caio e Tolói tentaram avançar e entregaram dois gols aos atleticanos justamente quando o São Paulo dominava a partida. Aí não há inteligência emocional de time algum que aguente o tranco.

Outro ponto é quanto ao posicionamento de Michel Bastos visivelmente mais recuado com Ganso à frente. O cara que bate melhor na bola não pode ficar plantado como volante. E Ganso, muito próximo de Luis Fabiano também não funciona.

Sejamos honestos, não adianta detonar só a defesa, se o ataque perde uma infinidade de oportunidades claras de fazer o resultado. Ou seja, o time comete erros cruciais nos setores em que o bom é inimigo do ótimo e ponto.

Sinto muita falta de regularidade no Tricolor e por que não há? Porque o São Paulo ainda não tem as peças certas para se tornar uma equipe coletiva. O trabalho de Osório demandará tempo e só este nos mostrará se a torcida está certa ou não. 

O que é certo, parafraseando algo que li, é que a derrota do São Paulo não foi justa. Mas, a vitória do Galo foi.

E são esses tantos contrapontos, clichês, erros e acertos, defeitos e virtudes que fazem o futebol. Simples assim. Porque, o futebol, muitas vezes tem que ser simples, sim!

Um beijão e até a próxima,

pri ruiz rodapé

Falhas individuais determinam derrota tricolor

Torcedor tricolor desde que chegou ao Morumbi,o técnico Juan Carlos Osório tem implementado uma nova tática na equipe,com marcação pressão na saída de bola e sempre agredindo o adversário,disse há algumas semanas que era um trabalho que iria requerer paciência do torcedor pois uma equipe mudar de tática em meio a uma competição não é algo tranquilo e fácil,especialmente com alguns jogadores que temos e eles mais uma vez foram determinantes no resultado de ontem a noite,onde o São Paulo perdeu no Mineirão e com os resultados de ontem aumentou sua distância para o líder Atlético-MG,o adversário que mesmo até a feitura dos gols foi dominado pelo São Paulo.

Só que os erros individuais de Toloi,Lucão e Hudson determinaram a derrota de ontem e contra um time perigoso como o Atlético-MG,qualquer falha é decisiva e com defensores fracos em campo fica sempre o risco do São Paulo levar gol e isto não foi diferente ontem a noite,se do meio pra frente onde até Ganso foi bem colocando uma bola na trave,o time está realmente bem,na parte da zaga realmente o sofrimento do torcedor tricolor será enorme até o fim do ano,foi um contratado um jogador da série D!!!!,o zagueiro Luiz Eduardo que veio do São Caetano e o que mais chateou a todos os torcedores do tricolor é que Diego Lugano,marcante zagueiro que foi tri campeão mundial com o tricolor,poderia ter vestido a camisa do São Paulo,de graça,com o São Paulo realizando um plano em que o jogador ganharia por ações de Marketing,mas graças a Ataíde isso não aconteceu,vamos ver o que vai acontecer mas preferir um zagueiro desconhecido a um ídolo da torcida demonstra a absoluta incompetência da diretoria tricolor.

O placar em Minas gerais não foi justo talvez um 3×2 ou 3×3 seria mais adequado,o jogo foi muito bom tecnicamente com as equipes sempre partindo para o ataque,logo no começo do jogo o São Paulo teve amplo domínio da partida com chances perdidas de Luis Fabiano e Pato,mas uma falha de Lucão foi determinante pro atacante argentino abrir o placar,Lucão assistiu e Lucas Pratto abriu a contagem fazendo 1×0 aos 19 minutos em rebote de Rogério Ceni,depois em falhas de Rafael Tolói que perdeu a bola na corrida pra Giovanni Augusto que cruzou pra Pratto ampliar aos 25 minutos e de Hudson que entregou uma bola para Marcos Rocha que cruzou pra Pratto fazer o seu terceiro gol na partida aos 44 minutos,o Galo chegou enfim ao terceiro gol,mesmo com os gols tomados o São Paulo estava atacando mas a zaga Atleticana tirou bolas que seriam gols certos de Pato,inclusive com uma bola na trave de Ganso.

As entradas de Auro e de Centurion que pra mim foi o único senão na escalação de Osório,pois acho que deveria ter entrado jogando, melhoraram ainda mais o time na segunda etapa e o São Paulo voltou agredindo o Atlético,com jogadas principalmente pelo lado direito e ai foi uma pena que mais uma vez Luis Fabiano ficou bem isolado no ataque,sempre entrando em linha de impedimento,mas o São Paulo chegou ao seu primeiro gol com Pato aos 13 minutos da segunda etapa,novamente bom cruzamento de Ganso que ontem esteve bem mais disposto em campo pra Pato fazer o seu,o São Paulo esteve muito melhor em campo,mais organizado taticamente,porém alguns jogadores dificultam e muito o trabalho do técnico Osório é esperar as próximas partidas o tricolor tem que fazer pontos em todas as suas partidas em casa,especialmente no clássico contra o Corinthians pra não se distanciar ainda mais do G4,mesmo com uma diretoria jogando contra,o trabalho de Osório pode dar frutos.

E Agora a Nota dos Jogadores da Partida

 

Rogério Ceni Boas defesas,não teve culpa nos gols sofridos. Nota: 6,5

Thiago Mendes Bem na marcação,depois se perdeu e fez algumas faltas desnecessárias. Nota: 5,5
Rafael Tolói Falha no segundo gol do gol e avanços desnecessários. Nota: 5,0
Lucão Péssimo jogador falhou decisivamente no segundo e terceiro gols do Atlético. Nota: 3,5
Rodrigo Caio Perdido ontem a noite,não transmitiu segurança. Nota: 4,5
Reinaldo Não marcou,não atacou,não apareceu Nota 4,0
Hudson Foi mal,falhou no segundo gol. Nota: 4,0
Michel Bastos Anda devendo futebol,não avançou tanto,ficando mais na marcação. Nota: 5,5
PH Ganso Melhorou muito em relação aos últimos jogos,mas continua devendo. Nota: 6,0
Pato Fez o seu mas perdeu gols demais. Nota: 5,0
Luis Fabiano Não foi um peso morto ontem,mas entrou muito em linhas de impedimento. Nota: 5,5

Centurión errou muitos passes mas foi bem incisivo. Nota: 5,5
Auro e Boschilia Não melhoraram o time mas pelo menos Auro foi bem em campo Nota 5,0
Osorio Montou bem o time,só colocaria Centurion de titular,mas o time está evoluindo bem  Nota 6,5

Grande Abraço a todos!

Até a semana que vem!

rodape_SPFC fernando cruz

 

 

Aidar acerta ao promover Cotia e contratar nos mercados nacional e sul-americano

Por Ricardo Flaitt (Alemão) |

O presidente Carlos Miguel Aidar acerta ao promover a base de Cotia e buscar reforços nos mercados nacional e sul-americano. A postura é correta, porque reflete a realidade da atual situação financeira do clube. Ou se encontram alternativas, ou caminhar-se-á para uma dívida impagável que, em poucos anos, levará o clube à falência, assim como já acontece com muitos grandes do futebol brasileiro.

COTIA | Além da escassez de grana há que se fazer acontecer alguns projetos que só existem enquanto projeto, no papel, caso do CFA de Cotia, que recebe milhões em investimentos anuais e já passou da hora de revelar jogadores, para contribuir com o elenco principal e, no futuro, gerar receitas ao clube. Mesmo que a medida se materialize em um momento de pressão, antes tarde do que nunca.

Se a safra de Cotia é boa ou ruim, isso será constatado no desenrolar do campeonato. Mas, por colocar à prova os garotos lá formados, ao menos, servirá como parâmetro real, e não mais especulações. Se for ruim, com tese provada em campo de futebol, será também ponto de partida para reavaliar o que está sendo feito com a formação de base.

MERCADOS | A busca por jogadores nos mercados nacional e sul-americano também representa uma decisão correta de Aidar. Medida que não limita à falta de orçamento para grandes contratações, pois clubes como o Cruzeiro mostraram que é possível montar boas equipes com jogadores como Everton Ribeiro (Coritiba), Bruno Rodrigo (Santos), Egídio (Flamengo e Goiás), Willian Farias (Coritiba), Marcelo Moreno (Flamengo), Ricardo Goulart (Goiás), Nilton (Vasco), Ceará, entre outros, que despontaram em clubes de médio porte no Brasil, outros que estavam subaproveitados em grandes agremiações e em clubes na América, caso de Samudio (Libertad-PAR).

Evidente que a afirmação acima considera o contexto do mercado brasileiro, muito distante de contratações nas cifras do mundo europeu, chinês, americano, indiano, et cetera. No entanto, a solução de todos os problemas não necessariamente está nesses mercados.

Os clubes brasileiros têm de inverter a lógica de contratação que está levando os clubes à falência, que é lançar um jogador, valorizá-lo, vende-lo ao exterior e depois recomprá-lo, geralmente já em fim de carreira e com salários de astros.

O que deve ser feito é: lançar jogadores da base, aproveitá-los no profissional – quando bons -, fazer dinheiro vendendo-os ao exterior e não gastar o dinheiro do jovem contratando um medalhão desgastado.

A ausência deve ser substituída por um novo garoto da base ou buscar no mercado nacional ou sul-americano, um outro atleta, com preço abaixo do que foi ganho com a venda, assim repõe-se o elenco e faz-se caixa. Assim encerra-se o ciclo de acúmulos negativos aos cofres e mantém-se sempre uma equipe, dentro do possível e da realidade do futebol brasileiro.

Já existem experiências reais do descrito acima. O Cruzeiro, campeão dos dois últimos Brasileirões, é um exemplo perfeito do que deve ser feito pelos clubes nacionais: comprar jogadores que estão em nosso mercado, valorizá-los e fazer caixas vendendo-os ao exterior, assim como Ricardo Goulart, Everton Ribeiro. Trouxe também de times sul-americanos e misturou tudo com a base, caso do lateral Mayke, dentre outros.

 

O CASO LUGANO | Osorio também não está errado ao barrar Lugano no São Paulo, mesmo que de graça. O uruguaio é e será ídolo no Tricolor ao longo de gerações, será sempre ovacionado, reverenciado e recebido como um dos maiores no estádio do Morumbi; mas vir a jogar, neste momento, haveria uma possibilidade muito grande de estragar sua história vitoriosa no clube. Lugano nunca foi dono da técnica de um Miranda, dependia muito do vigor físico e, agora, com 34 anos, não há muito como estabelecer compensações entre corpo e mente.

BOSCHILIA NO MONACO | Evidente que, do ponto de vista cronológico, é precoce um jogador de 19 anos sair do SPFC. No entanto, com dívidas e a incerteza que Boschilia vá se tornar um craque, não dá para recusar uma oferta de 10 milhões de euros do Monaco. Como dito, com o dinheiro que chegar ao Tricolor, a diretoria tem condições de comprar outro jogador, novo ou não, e ainda amortizar o negativo nos cofres do clube.

***RICARDO FLAITT (Alemão) é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo. Fã de Garrincha, Telê Santana, João Saldanha, Careca, Afonsinho, José Trajano, Tostão e Nelson Rodrigues. E-mail: ricardoflaitt@hotmail.com

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Eterno camisa 5 Lugano

Salve nação São-paulina

Em épocas de que não temos mais o jogador que honre o manto pelo menos os 90 minutos que está vestindo em campo, o xerife LUGANO mostrou que quando se ama um clube verdadeiramente honra até mesmo estando em outra equipe.

Vamos explicar essa história para todos entenderem.

Diego Lugano foi apresentado na última semana no Cerro Porteño, do Paraguai, naquela que foi a transferência de maior repercussão no país nos últimos dez anos. Só que isso não significa que o zagueiro deixou de pensar no clube tricolor. O contrato assinado com os paraguaios prevê a liberação do defensor sem qualquer multa apenas em caso de proposta do São Paulo Futebol Clube.

A vontade de defender a equipe do Morumbi é tão grande que o uruguaio exigiu a cláusula sem nenhuma interferência são-paulina. Aliás, a diretoria tricolor não tem o menor conhecimento do pedido.

Capitão da seleção do Uruguai nas Copas do Mundo de 2010 e parte da de 2014, o zagueiro chegou ao Cerro como parte de um projeto para uma boa campanha na Libertadores de 2016. O vínculo é de dois anos.

Desde que deixou o São Paulo, Lugano acumulou passagens por Fenerbahce, Paris Saint-Germain, Málaga e West Bromwich. Sem grandes propostas, ele teve o modesto BK Hacken (Suécia) como último clube antes de voltar ao futebol sul-americano.

Respeito ao manto:

“Não é que não costumo trocar camisa depois do jogo. Eu não troco quando a gente perde. Só. E muito mais ainda, dentro do campo, quando o torcedor está puto da vida. É por respeito. Às vezes quando ganha, não tem por que não trocar. Mas, perdendo, não!”

Em 2005, Lugano ainda conquistou o Paulista e o Mundial. Ficou até 2006, quando também participou da campanha do título do Campeonato Brasileiro. E até hoje ele não se esquece da atmosfera daquele 14 de julho, que foi eternizado.

“Tenho muitas lembranças daquele jogo. Uma das principais, a chegada ao estádio. Pude sentir e escutar primeiro o Morumbi cheio, depois no campo você se concentra, e vê o jogo. Mas antes e depois você tem consciência da diferença do que está em jogo, por isso é marcante a chegada” – disse o Diós.

“Não sei se foi o título mais importante, mas um dos mais importantes, com certeza. O primeiro mais importante, então lembro com muita felicidade, e quando me lembro desse momento, lembro-me de todos os colegas, companheiros, daquela época e sempre me pergunto o que se passava com cada um – declarou o zagueiro uruguaio.

Já a diretoria soberana alegou:

Desde que deixou o Brasil, em 2006, Lugano nunca escondeu o desejo de retornar ao time em que conquistou uma Libertadores e um Mundial. No entanto, o sonho parece cada dia mais distante. Aos 34 anos de idade, o ídolo são-paulino não desperta interesse na diretoria tricolor. Recentemente, o presidente, Carlos Miguel Aidar, afirmou que a contratação estava completamente descartada. Mas isso parece não afetar o uruguaio, que ainda deixa a porta aberta para o retorno.

Lugano é um grande ídolo, jogador cuja raça marcou sua passagem, mas nesse momento nossa concentração não está focada na defesa. Entendemos que a defesa está bem composta assim como o ataque. Lucão renovou, Tolói voltou. Fico feliz de ver a torcida pedindo Lugano, mexe com meu coração, mas não posso agir com o coração”, disse Aidar na época em que fechou o retorno de Kaká.

Aidar contou a história em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ele disse que Lugano ia até abrir mão do salário: “no dia 9 de julho o Juan Figer (empresário do Lugano) me ligou. Saímos para tomar um café. O jogador viria para o São Paulo, não ia querer salário, sem preço do contrato. Queria apenas receber os resultados das ações de marketing”.

Mas a contratação esbarrou no técnico do São Paulo: “daí eu fui falar com o Osório. O técnico me disse que precisava de um canhoto e que jogadores como o Lugano já tínhamos. O Ataíde (Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol) também achou melhor não trazermos um jogador dessa idade (34 anos), até para prestigiar os jovens”.

Aidar ainda contou como foi contar isso ao zagueiro: “Eu liguei para o Lugano, desejei sorte e disse: ‘infelizmente você não é o atleta que o São Paulo está procurando nesse momento. Acho que ele ficou frustrado”.

Será que com 34 anos o Lugano é pior que Lucão, Toloi, Edson Silva, Rodrigo Caio, Lyanco e o Breno?
Em minha opinião é um tremendo desrespeito com o eterno Xerife da camisa 5 que ajudou a colocar mais uma estrela vermelha no peito do nosso manto. E agora vem tirar o corpo fora jogando toda a responsabilidade nas costas do Juan Carlos Osorio.

Que saudades quando o nosso SPFC tinha dirigentes e presidentes que pensavam em conquistar títulos e não ficar comemorando número de sócio-torcedores, quem manda no SPFC? Se o presidente está perdido pede para sair, pois nunca vi um clube o técnico mandar no gerente, vice-presidente e no presidente.

Se no dia do lançamento do mais novo Sócio-torcedor tivesse trazido o Lugano hoje estaríamos com mais de 100mil associados, isso se chama marketing, agora vão lá pagar o Kaká que nunca ganhou nada com o manto, esse sim tem valor para vocês!

Sobre o pagamento da divida:

Aidar também comentou sobre como pretende liquidar a dívida total do São Paulo, que gira em torno de R$ 270 milhões atualmente, de acordo com ele mesmo. O presidente planeja montar um fundo de investimento em que vai convidar são-paulinos famosos, como Felipe Massa, Roberto Justus e Zezé Di Camargo, para investirem pelo menos R$ 1 milhão. O retorno para eles será feito por meio da venda de jovens jogadores.

Com o valor arrecado junto aos investidores, Aidar pretende usar as possibilidades do Profut – Medida Provisória que ainda não foi assinada pela presidente Dilma Rousseff – para refinanciar a dívida do São Paulo. Com isso, pretende pagar tudo em até cinco anos, sendo que o fundo começaria a funcionar em no máximo dois meses: “até o fim do ano toda a dívida deve estar refinanciada e equacionada. Então, eu acho que em cinco anos tiro a dívida da frente. É o tempo que me sobra de mandato. São dois neste atual e três da reeleição”, afirmou, já contando com a vitória em uma nova eleição.

E ai nação o que vocês acham, deixem seus comentários!

Até semana que vem!

SPFC 1 x 0 Cruzeiro: parece existir vida sem os medalhões

Por Ricardo Flaitt (Alemão) |

Foi uma partida foi horrível, mas os três pontos conquistados pelo São Paulo, na vitória de 1 a 0 sobre o Cruzeiro, foram excelentes para o Tricolor agora partir a Minas Gerais, enfrentar o líder Atlético, em disputa que vale 6 pontos.

Ambos os lados apresentaram muitos erros de passes, baixo nível técnico e pouco poder de finalização. Mesmo o gol não foi uma jogada devidamente articulada, foi um cruzamento que seria gol, mas que ainda ganhou o resvalo da cabeça de Alexandre Pato.

Além da homenagem merecida ao Mestre Telê Santana e os três pontos, importante também foram as presenças dos jogadores Rodrigo Caio, João Schimdt, Boschilia e João Paulo em campo. Atletas formados na base, que começam a aparecer na equipe principal do São Paulo, por duas razões: uma nova política para justificar os milhões investidos em Cotia e as dificuldades financeiras que atravessa a Tricolor, engessado para grandes contratações.

E é justamente na participação dos garotos que está o melhor da partida entre São Paulo e Cruzeiro, já que se demonstrou, em campo, na prática, que parece existir vida sem a presença de alguns medalhões, que mais estão onerando os cofres do que atingindo os resultados esperados.

Essas experiências com atletas da base deveriam ter sido intensificadas há tempos e não como medida pressionada pela escassez de dinheiro, mas antes tarde do que nunca.

O futuro dos clubes e do futebol brasileiro está nas bases. A partida entre São Paulo e Cruzeiro, ainda que distante de um bom nível técnico, ao menos serviu para mostrar que é possível a escalação de jovens promessas.

***RICARDO FLAITT (Alemão) é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo. Fã de Garrincha, João Saldanha, Careca, Afonsinho, José Trajano, Tostão e Nelson Rodrigues. E-mail: ricardoflaitt@hotmail.com

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