Zona azul no Cícero Pompeu de Toledo

Salve nação São-paulina

Venho usar o meu espaço nessa coluna semanal para fazer um desabafo com o que está acontecendo no arredor do Morumbi, pois não é possível, nós estamos no século XXI e os mesmo problemas do século passado de roubo continuam acontecendo, vou explicar detalhadamente a seguir o porquê o torcedor prefere ficar em casa a ir apoiar o time.

No ultimo domingo (05/07/2015) fui ao estádio acompanhado de minhas sobrinhas e seus namorados, até ai tudo bem, pois é uma gratificação incrível ir ao Morumbi com a família e passar um pouco dos conhecimentos sobre a história do SPFC para essa juventude.

O problema começou quando entrei na Av. Morumbi quando deparei com os flanelinhas, eles pedindo R$40,00 “para olhar o carro”, disse não e continue indo para o estádio, quando chego ao estacionamento que sempre deixo o carro não tinha mais vaga, pois me esqueci de marcar e observo o valor de R$70,00 achei um absurdo, pois o jogo não teria um grande público pela situação que o SPFC se encontra. Partimos para outro estabelecimento no caminho fui novamente abordado com outro flanelinha, oferecendo a vaga por R$60,00 e se não queria ingresso para o jogo, ou seja, além vender uma vaga pública o meliante tinha ingresso “quente” para diversos setores do estádio. Não acreditei no que estava acontecendo, vi uma viatura da CET (companhia de engenharia de trânsito) a cinco metros do indivíduo e fui falar com o agente de trânsito que os flanelinhas estavam vendendo vaga pelos valores citados acima e vendendo ingresso para partida.

O Agente vira e me diz o seguinte: Não podemos fazer nada, estamos aqui para fiscalizar e orientar o trânsito, flanelinhas são de responsabilidade da Policia Militar, reclame com um policial e não conosco.

Falei para o agente o que vale o CTB, pois está no artigo 280 do § 4º explicando o seu dever “O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o auto de infração poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência.”

Ele me olhou com uma cara de “?” e Disse se continuar a reclamar vou exercer minha função, ou seja, a função segundo ele é apenas multar o cidadão que está mostrando quem é o ladrão e mesmo assim quer multar para não ter o trabalho de cumprir a lei.

Tudo bem sai dali e fui estacionar no estacionamento do Hospital que tem ao lado do estádio e depois de 2 km de caminha chegamos ao estádio, no percurso encontrei a PM e relatei ao fato ao soldado presente, o mesmo fala o seguinte:

– Não podemos fazer nada, pois tem que ser pego no ato e o Senhor Tem que ir junto à delegacia para poder fazer as medidas administrativas cabíveis contra o meliante.
Mostrei a ele a foto e mesmo assim não servia, pois a PM tem que estar passando no local e ver os flanelinhas agindo para poder fazer valer a lei.

Agradeci pela atenção e a raiva só aumentou, pois nós pagamos tudo o que é imposto desse país para não ter nada em troca, e o SPFC até hoje não toma uma atitude, pois em todos os jogos saem da renda do jogo o pagamento da PM e da CET, eles deveriam cobrar também.

Cadê o projeto de Lei do Marco Aurélio cunha que queria a Zona Azul nos arredores do Morumbi? Sabe quando teremos essa zona azul? Nunca! Pois se colocar a zona azul a prefeitura passa a ser responsável pelo seu carro na rua e qualquer coisa que acontece ela é obrigada a pagar e fora que fica tendo cambistas de talão de azul, pois somente quem já foi no Pacaembu sabe a máfia dos flanelinhas cobrando R$10,00 pelo bilhete da zona azul senão seu carro será riscado e etc. até você ir à bilheteria e adquire o bilhete que é vendido junto com a entrada do jogo ou do museu de futebol.

E te pergunto cadê os responsáveis para fiscalizar, o que me estranha é que em 2014 fui a diversos jogos da copa em outros estádios menos em SP por razões óbvias e não tinha flanelinhas, pois o extensivo tanto do órgão de trânsito como o da PM fazia a fiscalização rígida, mas acabou a copa e os esquemas voltaram!
Agora torcida quando forem ao Morumbi pense bem, pois estamos sendo tratado como gado em todos os sentidos e roubado por esses flanelinhas/ cambistas.

Até semana que vem!

A prisão do Paulinho tem traços de ilegalidade

Olá meus caros amigos leitores Soberanos, hoje não é dia para minha coluna, mas preciso registrar meu ponto de vista acerca da prisão do Paulinho, do Blog do Paulinho.

Fora noticiado que o jornalista fora preso em razão de processo movido por pessoas do SPFC, o que não é verdade, Antônio Carlos Sandoval Catta Preta processou o Paulinho por vias próprias, motivos pessoais e sem qualquer interferência do SPFC. Bom que deixemos isso claro.

Ademais, Catta Preta é torcedor do Soberano, ativo nas redes sociais e frequenta os bastidores, mas não é ligado à administração do Clube.

Feito esse escorço inicial, temos que nos ater ao que fora noticiado pela mídia, pois o processo tramita sob segredo de justiça.

Segundo a imprensa, o jornalista fora condenado pelo crime de difamação à pena de 15 meses de prisão. Sendo que o tipo pena básico prevê a pena máxima de 01 ano (pena de detenção de 3 meses a um ano, e multa), sabe-se que provavelmente o jornalista se viu incurso no artigo 141, III do CP, de modo que teve sua pena aumentada de 1/3.

Esclarecido o crime imputado ao jornalista, vamos à pena.

Por qual motivo a prisão me parece manifestamente ilegal?

Segundo o artigo 33 do CP, a pena de detenção (prevista para o crime de difamação) deve ter seu cumprimento iniciado no regime semi-aberto ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. Ou seja, a exceção de justificativa plausível (a qual vejo, como profissional do Direito Penal, praticamente inexistente), a pena do Paulinho deveria ter início, no máximo, em Colônia Penal Agrícola, Industrial ou estabelecimento similar. Isso, para não dizermos que deveria ser cumprida em Casa de Albergado.

Se a pena deve ser cumprida em regime de progressão, a regressão – por ser exceção – deveria ser justificada. Não parece ter sido.

Ademais, ao caso, aplica-se o disposto na lei 9.099/95, ou seja, há ainda ter que se analisar a viabilidade da suspensão condicional do processo.

Isso sem falar na possibilidade de aplicação do próprio “Sursis” penal do artigo 77 do CP.

Assim, me parece que não há meios de se justificar a prisão efetuada. Claro que a burocracia do sistema penal acaba colocando condenados no xilindró, até que se analise a questão com maior zelo.

A saída do jornalista da cadeia é questão de tempo, para não dizer praticamente imediata.

Assim, parece que ele irá ver o sol nascer quadrado, mas na tela do computador.

Saudações Soberanas

Aurelio Mendes – @amon78

Além das 4 linhas

Bom dia amigos, hoje quero falar do momento conturbado do SPFC, pois é nítido que tem influenciado dentro do campo, pois sabemos que qualquer trabalhador  gosta de receber em dia, logicamente que qualquer empresa está sujeita a passar por problemas financeiros, ainda mais no momento do país que é delicado na parte econômica, mas isso não impede que o chefe seja transparente, verdadeiro e sincero, não adianta prometer e não cumprir, pois se você não cumpre não pode cobrar maior empenho dos funcionários.

Mas, os salários estão em dia, o que estão atrasados são os direitos de imagem, direitos de imagem que na teoria alguns podem alegar que não são salários, mas na prática é tanto que os clubes usam desse artifício para pagar menos impostos e geralmente os direitos de imagem representam a maior porcentagem do salário do jogador de futebol.

Muitos vão dizer, mas a atual gestão pegou uma “bomba” da gestão anterior, é verdade, como também é verdade que grande parte dessa gestão, incluindo o presidente que defendeu juridicamente o terceiro mandato do seu antecessor, apoiaram a gestão anterior, aprovando inclusive balanços estes mesmos sendo maquiados ou não.

Outro detalhe é que a atual gestão já tomou posse a mais de 1 ano e 2 meses e poderia ter amenizado a situação financeira, mas o que parece que além de não amenizar ainda aumentou os gastos, saberemos isso no próximo balanço, mas estão cortando gastos. Vai vir o novo ST (quando desde o começo da gestão falam isso), podem fechar um patrocínio em breve, estão com conversas adiantadas (precisou o Sr Abilio dizer que é melhor um valor abaixo do que a diretoria achava ideal do que não ter o patrocínio) e quem define o valor é o mercado e não uma diretoria, ainda mais a mesma que está vendendo almoço para comprar a janta, mas tem outras formas de arrecadar mais com patrocínio, vender partes da camisa para diferentes empresas, mas a diretoria e alguns torcedores afirmam que  a camisa vai ficar feia, feio para mim é não ter dinheiro e não honrar os compromissos, no mais vários clubes brasileiros fazem isso.

Gostaria de falar do ST, ele não pode ser usado como substituto patrocinador master e sim, uma outra forma de arrecadar receita, outro detalhe que você ser ST não significa dizer que você é mais torcedor que quem não seja, e não compare números de ST do SPFC com outros, pois cada clube fornece vantagens diferentes.  Não vou expor aqui pois são muitas, mas quem tiver curiosidade dê uma pesquisada, vou dar um exemplo: o Benfica dá até descontos em postos de gasolina, mas quem puder ser seja e ajude o clube, eu sou e recomendo ser, mas não se ache melhor que quem não é.

No mais vamos se apegar a nossa Fé pois somos o Clube da Fé, torçam, apoiem, mas principalmente não fechem os olhos para a má gestão que estamos tendo há anos, inclusive a atual, não vamos deixar a arrogância de alguns dirigentes contaminar a nos torcedores.

Pois está mais fácil acreditar em papai Noel, coelhinho da páscoa que nessa gestão.

Abraço a todos até a próxima!

fernnaod

AS RUÍNAS CIRCULARES NO FUTEBOL BRASILEIRO

Os 10 a 1 na Copa do Mundo nos fez acordar de um sonho, em que imaginávamos ser a concepção perfeita da arte de controlar uma bola com as pernas. Mas a nossa exposição frente à caverna do Mineirão, projetou uma imagem distante entre a do mundo imaginário e a realidade.

Em um primeiro instante, questionamos a atuação da nossa Seleção no Mundial, porém, com o desenrolar do tempo, fomos expandindo nosso campo de atuação e deparamo-nos com uma situação muito mais ampla e complexa, envolvendo a estrutura do futebol brasileiro no contexto social e econômico do país.

Começamos a observar por mais ângulos os nossos campeonatos, nossos jogadores, nossos clubes, a nossa realidade e deparamo-nos com um círculo vicioso em ruínas, que parecem difíceis de serem equacionado em um curto prazo.

Os clubes, para serem competitivos e conquistar títulos, necessitam de bons jogadores, no entanto, estes custam caro e os cofres das agremiações já não suportam os valores irreais (de contratação e salários) do mercado da bola.

Anos e anos à margem do sistema e da realidade econômica do país, os clubes chegaram ao limite do endividamento. A realidade financeira impede de fazer grandes contratações e, consequentemente, montar grandes equipes, dando início a um processo de nivelamento para baixo nos principais clubes do Brasil, com jogadores de segundo ou terceiro escalão sendo solução para compor as equipes.

A solução para renovar os craques em nossos campos e melhorar a qualidade de nossos campeonatos poderia – acredito que ainda possa – vir da formação de jogadores da base, mas eis que a realidade financeira nos impõe outra ruína circular. As promessas oriundas das bases, frente à necessidade de cobrir rombos orçamentários, têm de ser vendidas cada vez mais prematuramente para o mercado exterior, que agora, além da Europa, também compreende um novo mundo do futebol, formado por nações como China, Ucrânia, Índia, Estados Unidos, tornando ainda mais difícil a permanência dos bons jogadores.

Com isso, em pouco tempo vemos os possíveis futuros craques deixando os nossos gramados e torna-se cada vez mais comum o cúmulo de conhecermos jovens e bons jogadores pelas ligas internacionais, sem ao menos terem passado por aqui como se faziam com nossas remessas de ouro dos tempos do Brasil Colônia.

Há um elemento ainda mais preocupante com a voracidade destes novos mercados, pois não se limitam mais a levar nossas jovens promessas, já que estão também contratando jogadores de nível médio. Neste processo sistêmico, de falência dos clubes e incapacidade de competir com o capital estrangeiro, o futebol brasileiro só consegue, em sua grande maioria, montar times sem o que há de melhor. No processo de formação do futebol no Brasil, nunca fomos tão colônia como somos atualmente.

Ainda sobre contratações, alguns craques só retornam aos gramados brasileiros em final de carreira, distantes do que um dia fizeram com a bola, porém, quase que impondo receber como nos tempos áureos no mercado internacional. Esse movimento tem ligação também com as diretorias dos clubes, pois todo novo presidente deseja construir sua pirâmide e a repatriação de grandes nomes promove este espetáculo populista e desastroso para os cofres dos clubes.

Um dos pontos – senão o principal – de equilíbrio financeiro dos clubes sempre foram as cotas financeiras recebidas das televisões, por meio das vendas dos direitos de transmissão das partidas. O problema é que, agora estando os clubes endividados, incapazes de montar grandes times e preservar seus talentos, o produto futebol revela-se cada vez menos atrativo ao público brasileiro, como demonstra a queda na audiência. Com campeonatos tecnicamente fragilizados, diminui-se a atenção do espectador e, consequentemente, perde-se valor de mercado.

Nos estádios, os públicos também estão cada vez mais minguados. Por um parâmetro de nossa ruína circular: Na partida entre o Barcelona mostrou, do Camp Nou para o mundo, um imenso mosaico formado por 98.760 torcedores. Números que surpreenderam pela beleza das imagens e que são ainda mais impressionantes quando comparados aos públicos das partidas do Campeonato Paulista.

Exceto a partida entre Capivariano e Corinthians, que não teve o seu público divulgado, se somarmos os torcedores dos outros nove jogos que formaram a 11ª rodada do Campeonato Paulista, chegamos ao número de 46.769 pessoas. Contagem que não representa nem 50% (49.380) daqueles que enchiam apenas um estádio na Espanha.

O público em algumas partidas do Paulista chegam a provocar vergonha, como os 652 guerreiros que assistiram o empatem em um gol entre Mogi Mirim e Portuguesa, ou os 933 no empate sem gols entre Ituano e Linense.

Somam-se a esta situação o fato de que o brasileiro descobriu os campeonatos de outros países como Espanha e Inglaterra e os torneios continentais como a Champions League, o que nos revelou ainda mais o tamanho do nosso descompasso e de nossa escassez.

Outro ponto preocupante é a atual crise econômica do país, que deve levar no mínimo uns 5 anos para se estabilizar. Esse cenário de recessão profunda impacta negativamente ainda mais o mercado da bola e dos clubes brasileiros, que elevaram os patamares, mas agora encontram dificuldades em firmar contratos de patrocínios vultuosos e que sempre tiveram um peso importante nos orçamentos, geralmente ligados ao pagamento da folha salarial – cada vez mais altas e surreais.

Vale destacar que a situação é tão alarmante que muitos grandes clubes não conseguem, ao menos, firmar patrocínios com valores medianos em relação ao que as grandes empresas antes pagavam. Também merece enfoque algumas situações decorrentes da crise com o pedido de grandes marcas solicitarem o cancelamento do contrato de patrocínio por não estarem conseguindo arcar com os altos valores estipulados.

Se a crise chegou aos grandes, formado por grandes massas e grandes potenciais de mercado, o que dizer do impacto nos médios e pequenos? Infelizmente, surgem com mais força e frequência, casos de clubes tradicionais vendendo seus estádios, fechando as portas, e outros, não tão grandes, solicitando o desligamento de campeonatos por não conseguirem arcar com os custos de um campeonato em um país com dimensões continentais.

O futebol brasileiro, como sistema, entrou em uma circularidade decadente. Ou os dirigentes de todos os clubes se unem e iniciam um processo para quebrar essa ordem, ou, em alguns anos, todos morrerão abraçados e só restar-nos-ão as sombras de um passado glorioso.

r_ricardo

Em duelo de Tricolores, São Paulo e Fluminense só empatam

Boa noite a toda nação São Paulina (confesso que de boa não tem quase nada), o time do São Paulo mais uma vez não conseguiu sair com os três pontos e, novamente, frustrou a sua torcida. O que será que acontece com esse time que não consegue vencer?

      Depois do empate diante do Avaí o São Paulo ainda não conseguiu se reencontrar, foram três jogos, sendo duas derrotas (diante do Atlético Paranaense e uma goleada sofrida diante do Palmeiras) e um empate (hoje diante do Fluminense).

     Ou seja, contando esses quatro últimos jogos o São Paulo conseguiu somar apenas dois pontos disputando 12, a equipe que estava lutando para se manter na liderança hoje está na 8ª posição somando 18 pontos, são realmente frustrantes aos seus torcedores os últimos placares, não dá para entender essa equipe que de fato na teoria é uma das melhores do país e, na prática, deixa a desejar.

   Vamos aguarda os próximos jogos para ver como a equipe irá se comportar, lembrando que o próximo jogo é quarta feira dia 08/07 às 22h00 horas com mando do Vasco, porm no estádio Mané Garrincha, até lá.

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