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Volantes sem direção

Olá caros amigos leitores soberanos, vencemos a segunda partida da Taça Libertadores, o que nos deixa vivos dentro da competição. Acredito na classificação, sonho com o título, é bem possível, mas para que isso se concretize, é necessário que tenhamos alguns avanços, melhorias e empenho.

Um fato que pouca gente critica, mas que no meu ponto de vista é um dos aspectos frágeis do elenco, é a dupla de volantes.

Denilson e Souza não são jogadores que possam ser considerados irretocáveis dentro do elenco. O primeiro entende que joga muito além do que realmente faz, o segundo tem suas limitações. Ainda que tenha sido destaque em sua equipe anterior, Souza não vem sendo o diferencial que todos diziam.

No meu ponto de vista, Rhodolfo tinha muito mais importância para o Tricolor, ainda mais se considerarmos que nossa zaga ainda é o tendão de Aquiles do Morumbi.

Precisávamos de uma dupla de volantes daqueles do “pega para capar”, se me entendem. Pintado, Dinho,  entre outros, cairiam como uma luva nessa equipe.

A ideia que predomina no Brasil é que os volantes precisam saber sair com a bola, serem incisivos também na armação e, porque não, arriscarem uns golzinhos por aí.

Mas, no SPFC essa ideia deveria ser deixada de lado, pois temos o melhor meia-armador, o clássico, do futebol e, ao lado dele, temos a mais agradável surpresa, Michel Bastos que chegou ao Tricolor com dúvidas, mas hoje é titular absoluto.

Além dos dois, ainda temos, Centurion, Pato entre outros jogadores que conseguem fazer a função de meia atacante. Então, fica a pergunta, para quê dupla de volantes com boa qualidade de bola? Melhor seria que protegessem a zaga.

Insisto, nossa dupla de volantes fragiliza a grande maioria de esquema tático, como a vida real não integra o mundo dos games, certo que precisaríamos de jogadores de contenção nessa posição.

Aurelio Mendes – @amon78

São Paulo navegou pelo Danubio

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Por Ricardo Flaitt (Alemão) |

Ao contrário da cidade, que se empoçou com fortes chuvas o dia inteiro, a disputa entre São Paulo e Danubio, pela Liberadores, foi tranquila, sem corredeiras, nem pontos de alagamentos. O Tricolor  navegou  pelo Danubio uruguaio.

Nem bem o São Paulo entrou em campo, logo aos 3 minutos, Michel Bastos toca de calcanhar para Reinaldo, que faz uma bela jogada na ala esquerda e cruza na medida para Pato, que bate de voleio, fazendo um golaço.

Ligado, o Tricolor impôs seu jogo e não deixou o Danubio jogar. Pressionou desde a saída de bola do adversário, foi intenso e, sem a bola, logo chegavam 2 até 3 jogadores para fazer o cerco. E era isso que torcedores, diretoria e técnico queriam ver. Disposição e força, porque bons jogadores – em tese – o São Paulo tem.

Navegando soberano sobre no rio Uruguaio, aos 40 minutos da primeira etapa, Souza recebe a bola no meio-campo, faz excelente abertura para o lateral-direito Bruno, que avança e cruza dentro da área, na medida, para cabeçada de Pato, que marcou o segundo do SPFC.

VOLANTES COMO ALTERNATIVA CRIATIVA | No final da temporada passada, uma das armas do São Paulo foi a forte marcação e capacidade de articulação dos volantes Souza e Denílson, que chegavam de trás, ora armando, ora fazendo gols. Quando a partida estava truncada no meio, os volantes se incumbiam de distribuir a bola e criar alternativas, tanto que de quarteto mágico todos passaram a falar de sexteto. Frente ao Danubio, com Ganso muito marcado, os volantes voltaram a aparecer, assim como no segundo gol do SPFC, em que a jogada nasceu dos pés de Souza.

SEGUNDO TEMPO

Com 2 a 0 no placar, no segundo tempo, o São Paulo parece ter desligado os motores e deixou, à sorte do tempo, o barco correr sobre o Danubio.

A equipe voltou a apresentar aquela apatia, uma certa displicência, que poderia ter ocasionado gol do fraco time do Danubio, assim como aconteceu aos 17 minutos, quando o lateral uruguaio avançou pela direita, cruzou na área e o camisa 10 conseguiu entre Toloi e Bruno.

Nesse momento a defesa estava desorganizada, tanto que Toloi, muito maior que o jogador uruguaio, tomou essa bola nas costas. Outro desdobramento da displicência, aos 22 minutos, Souza perdeu a bola no meio-campo, o que gerou um contra-ataque perigoso do Danubio.

Porém, quando a águas do Danubio parecia querem ficar tensas, não pela sua capacidade, mas pela apatia do São Paulo, eis que o Tricolor “achou” um gol, aos 24 minutos, quando Michel Bastos, em frente à grande área recebeu, abriu para Reinaldo dominar, bater forte, ver a bola desviar no zagueiro e terminar no fundo das redes. (Reinaldo pode não ser um craque, precisa melhor um pouco na marcação, mas vem se esforçando demais e, considerando a jogada que fez no primeiro gol, nada mais justo que deixar o seu).

Com o terceiro gol do São Paulo, o Danubio voltou a ficar passível e só restava seguir o curso do tempo até o apito final. Com o placar ampliado, Muricy – aos 27/2ºT – tirou Denílson, que estava pendurado com cartão amarelo e colocou Hudson.  Quatro minutos depois nova alteração, entrando Thiago Mendes no lugar do lateral Bruno, assim o técnico muda o esquema de novo, deslocando Hudson para a lateral direita e colocando jogador dinâmico no meio para reforçar a chegada do SPFC ao ataque.

Quando as águas do Danubio já estavam turvas, o rio do tempo ainda permitiu o batismo de Cafu, que entrou (41/2ºT) no lugar de Michel Bastos e, depois de interceptar um chute de Hudson, ficou cara a cara com a meta uruguaia, e marcou o quarto e definitivo gol da partida, fechando em 4 a 0.

MOMENTO MÁGICO | A preservação da memória no Brasil ainda é um desafio a ser vencido pelas novas gerações. Mas, contrariando o nosso lapso de memória, a torcida do São Paulo deu um verdadeiro show no Morumbi ao entoar os nomes de Muricy, homenagem e reconhecimento em vida de uma pessoa que convive há 50 anos no clube e de seu mestre, Telê Santana, que transformou o São Paulo de um time com fronteiras nacionais e levou o nome para o mundo. Dois grandes da história tricolor, momento raro, espontâneo, e do tamanho dos homenageados.

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GANSO COLETIVO | Muita gente considerou a partida de Ganso como abaixo da média. Sem dúvida, do ponto de vista técnico, o craque poderia ter oferecido mais, porque tem potencial. No entanto, analisando a sua disposição, sua dedicação, seu empenho durante os 90 minutos, Ganso merece destaque, porque jogou para o time, correu, marcou, aparecia em diversos pontos do campo dividindo. Coletivamente, Ganso foi perfeito.

***RICARDO FLAITT (Alemão) é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo. Fã de Garrincha, João Saldanha, Careca, José Trajano, Tostão e Nelson Rodrigues.

Goleada tricolor na Libertadores!

Torcedor tricolor,o São Paulo de fato estreou ontem na Libertadores da América com uma grande exibição e dois gols de Pato o São Paulo goleou o Danubio do Uruguai fazendo 4×0,um fator que pode ajudar e muito numa eventual classificação,o saldo de gols,foi uma atuação mediana do São Paulo com alguns bons momentos e outros abaixo da média mas ficou claro que Alexandre Pato vem sendo o diferencial da equipe neste ano de 2015 e que não pode perder a titularidade de jeito algum,o São Paulo com um futebol alegre e envolvente e um ótimo toque de bola ,ajudado pela fragilidade do adversário chegou ao gol logo aos três minutos,cruzamento de Reinaldo que lançou pra Pato fazer um golaço de voleio e 1×0.

Depois o São Paulo chegou com facilidade ao gol adversário mas parou nas pancadas que levou do time uruguaio que marcava bem Ganso,o principal articulador do primeiro tempo depois o camisa 10 sumiu novamente e se Michel Bastos foi um dos destaques do time com assistências,não dá pra não falar de Bruno,finalmente o lateral direito fez uma boa partida na noite de ontem com muitas assistências e um belo cruzamento,foi dos pés de Bruno que saiu o segundo gol tricolor,novamente com um cruzamento na cabeça de Alexandre Pato que fez o seu segundo gol com a camisa tricolor e 2×0 no Danubio,Pato com um passe de Ganso quase fez mais um por cobertura.

O Danúbio no início da segunda etapa nos primeiros minutos chegou a incomodar o São Paulo,mas foi o São Paulo quem chegou ao terceiro gol,cruzamento de Pato pra Reinaldo fazer o seu e o terceiro da equipe,a goleada foi completada com Jonathan Cafu que fez 4×0 depois de cruzamento de Hudson,ao fim gritos de É Muricy e Olê,Olê,Telê,Telê e uma bela imagem de Muricy beijando o escudo do São Paulo,quando é pra criticar como critiquei aqui a apatia do São Paulo na semana passada vou criticar independente de ser Muricy ou não mas sem dúvida a importância do técnico na temporada é fundamental,Muricy pode ser qualquer coisa,menos burro e sua permanência no time é muito importante há de se lembrar aqui que Muricy quem tirou o São Paulo de um rebaixamento que era certo em 2013 e não pode ser vítima de jeito nenhum de ser “fritado” como estava sendo em óleo quente pelo presidente Aidar.

Agora é pensar na próxima partida contra o San Lorenzo,o São Paulo terá quase três semanas para se preparar para este jogo que será decisivo para a equipe,aqui e lá na Argentina se fizer ao menos 4 pontos será muito importante pra classificação da Libertadores e pra decidir o primeiro lugar contra o Corinthians pois sinceramente é perfeitamente possível vencer o time de Tite na última rodada da primeira fase,o São Paulo jogou muito melhor que o nada da última quarta feira,Pato mostrou que não pode sair de jeito nenhum da equipe e como disse Michel Bastos,precisa de um “empurrãozinho”mas pela primeira partida da Libertadores tende a ser um grande destaque da equipe neste ano de 2015 como já demonstrou no Paulista já é o artilheiro do time e pode fazer muito mais bem como a sensação que o São Paulo pode fazer ainda muito mais neste ano de 2015!

E agora a nota dos jogadores da partida

Rogério Ceni Um mero espectador do time,quando precisou defender foi bem, um líder em campo Nota 7,5

Bruno Grande partida,a melhor pelo São Paulo,fez belas jogadas,assistências e o cruzamento pro segundo gol de Pato Nota 8,0

Dória Melhor do que quarta passada,ainda desentrosado com seu companheiro de zaga mas tende a crescer,foi bem seguro em campo Nota 6,5

Rafael Tolói No geral foi bem,deu alguns sustos mas teve uma participação tranquila em campo Nota 6,0

Reinaldo Boa partida defensiva e foi coroado com um gol Nota 7,0

Denílson É meio limitado como já ressaltei aqui na semana passada e tomou um cartão amarelo (mais um) Nota 5,0

Souza Foi melhor que no jogo contra o Corinthians,quase fez o seu. Nota: 7,0

Michel Bastos Bom jogo,com boas assistências e o cruzamento pro primeiro gol de Pato . Nota: 7,0

Ganso teve uma bela exibição na primeira etapa com desarmes e muitos bons passes,depois deu uma “sumida” no segundo tempo Nota 6,5

Alexandre Pato muito bem em campo,arrebentou com dois gols e muita disposição. Nota 9,5

Luis Fabiano Teve um trabalho tático interessante pois puxou a marcação pra si,enquanto Pato ficou livre. Nota: 5,5

Thiago Mendes Entrou e não foi tão bem como no jogo contra o Audax  Nota: 5,0

Hudson Jogou pouco tempo,mas fez o cruzamento pro quarto gol de Cafu. Nota: 6,5

Cafu Fez seu primeiro gol no São Paulo é um jogador que pode ser promissor. Nota 7,5

Muricy Ramalho Ontem  foi muito bem na escalação e nas mexidas,o time ainda pode melhorar pois dá uns apagões ao longo do jogo mas alguns jogadores animaram bastante. Nota: 7,5

Grande Abraço a todos,vamos com tudo tricolor!

fernando_rodape

 

 

 

Muricy x Aidar

Salve nação São-paulina

Bastaram 90 minutos para o castelo de o soberano começar a cair em 2015, pois só um cego não via as dificuldades da equipe e continuavam se achando o rei da bola, pois bem quem não se lembra da sanSÃO aonde o melhor em campo foi o Rogério Ceni, ali deveria ter acesso um sinal vermelho gigante e ter feito toda as mudanças necessárias para estrear na libertadores como um time que quer ser campeão e não o que vimos.

No sanSÃO o SPFC só não foi goleado porque tem o um gênio debaixo das traves e fez 12 milagres na partida e resultando no 0x0, sou do tempo quem levava os famosos prêmios moto radio eram os meios campistas e os atacantes, pois quando um goleiro leva o prêmio é porque a meio campo e ataque não funcionam e as bolas estão indo direto ao goleiro.

Na ultima quarta-feira ficou claro que o small está com sangue nos olhos e deu uma lição no maior campeão da competição em campo, pois o SPFC teve somente a maior posse de bola 54% a 46%, mas é a famosa posse de bola burra, pois são toques laterais e sem objetividade alguma, aonde vimos nesses números small 12 chutes em gol e o SPFC com apenas 1 chute.

Muitos estão culpando o Muricy e querendo sua cabeça, pois até agora não encontrou um esquema tático que funcione com o SPFC, mas volto a repetir enquanto o SPFC tiver uma mentalidade de “Soberano” não irá ganhar nada, pois começa lá em cima do presidente aos roupeiros dando bons exemplos, coisa que não está acontecendo.

O SPFC e muito grande para ser feito de clube de vitrine para o mercado europeu, pois quem tem diversos jogadores de um certo empresário não irá ganhar títulos e somente comemorar venda por ter um pelo nome lá fora até agora.

Quem tem Carlinhos, Bruno nas suas laterais já tem o destino certo que será uma eliminação prevista, pois é só comentar os nomes desses jogadores com torcedores das suas antigas equipes que vão ter uma opinião negativa sobre eles.

O Muricy vem tirando água de pedras, não é nenhum mágico e se fosse o mestre Telê Santana estaria no mesmo lugar com um time limitado que foi o melhor que a diretoria soberana conseguiu montar, só para lembrar o time campeão de 2005 foi montado em 2004 e foi render em 2005 durou até 2008 dando resultados no campo e fora de campo.

A diretoria soberana por política acabou perdendo todo o semestre e claro que iria respingar no time a briga entre Aidar x Juvenal, pois o JJ é muito bem visto pelos jogadores que tem um carinho especial com ele, já o Aidar tenta ser mistura do Marco Aurélio cunha com o JJ e acaba piorando ainda mais a relações com os clubes rivais.

Quem ai já foi ao Morumbi e ganhou alguma coisa? Ficou claro que o Dr. Aidar prefere as torcidas organizadas que fazem um belo papel nas TVs com atos de briga e usando o escudo do time, do que o torcedor que é sócio, sócio torcedor ou cidadão de bem que consome produtos oficiais do clube, pois pagar 50 ônibus para levar torcida organizada ao estádio municipal de Itaquera foi o fim da linha, agora eles se acham os reis da cocada preta e pediram a cabeça do Muricy nas mídias sociais após o péssimo resultado lá.

Se for por essa linha de pensamento, quero que o Dr. Aidar pague o estacionamento no Morumbi, pois além de sócio minha família tem história no clube e nunca ganhei nada do clube e nunca irei aceitar, pois tenho minha consciência limpa e não sou torcedor que é comprado para serem marionetes, tenho minha opinião e jamais vou agir de modo contra os meus princípios para ter algo em troca.

Muricy deixou o recado no ultimo sábado na coletiva após a vitoria sobre o audax:

“Tem pessoas que querem fazer o torcedor pensar diferente. Mas estou há muitos anos aqui e conheço tudo. É difícil fazer a cabeça da torcida do São Paulo. Eles gostam de mim. As pessoas tentam, mas estou atento a tudo isso aí. Estou ligado. A gente tem de ser mais São Paulo. Eu incomodo mesmo. O que me interessa é o São Paulo em primeiro lugar. Se me quiser fora, tem de mandar embora. É simples”

Comportamento do time
Tínhamos um desgaste físico grande, mas precisávamos usar os jogadores para recuperar na parte emocional. Não é fácil sair de um jogo daquele, atuando mal, e enfrentar um time chato. Conseguimos ir bem. A vida segue. A gente tem de jogar melhor. Essa partida (contra o Corinthians) foi muito ruim, a gente não fez o goleiro adversário trabalhar. Isso deixou a gente preocupado.

Sobre a participação da torcida
O mais legal é que a torcida já apoiou hoje. A torcida nos ajudou muito no ano passado. Claro que fica triste, mas voltou a nos ajudar. É sempre importante, o campeonato continua. É importante que eles nos empurrem bastante. A gente faz um apelo, aqui todo mundo é São Paulo e que na quarta eles nos ajudem, a gente vai precisar.

Ganso volta?
Se ele estiver bem para quarta-feira, é claro que joga. O resto do time é o mesmo (deste sábado).

Muricy está mais calmo?
Tenho de estar tranquilo, passando tranquilidade aos jogadores. Não é momento de ficar dando desculpa. A coisa pegando fogo, falando do juiz. Claro que foi um erro, mas se o juiz desse aquela falta, ficava 1 a 0. A gente não deu um chute no gol. Jogador é igual filho. Tem hora de dar porrada, e tem hora de dar beijo. Agora era a hora de dar beijo neles.

A participação dos jogadores
Quarta-feira a gente não jogou, e deixou eles jogarem. Não dá, hoje só jogar, só pensar, não dá. Hoje todo mundo tem que jogar com a bola, e marcar sem ela. Não interessa se é camisa 9, camisa 10.

As críticas após a derrota de quarta-feira
Tem de ser muito forte, futebol é assim, não se pode dar tanta importância para o técnico quando ganha, é o jogador quem faz a diferença, a comissão técnica tem só 25% nisso. Não se pode dar tanta importância ao técnico nem quando ganha, nem quando perde. A gente é muito amador aqui ainda, tem muita gente que não sabe nada dentro do futebol.

O time infiltra pouco na defesa
Queríamos jogadores de lado, indicamos alguns e não conseguimos trazer. A gente não tem isso. A gente tem boa posse de bola, mas não tem profundidade. Hoje tivemos porque o rival deu espaço. Quando eles saem, eles se abrem muito. A gente está com dificuldade, as características dos nossos jogadores não são de entrar lá (na defesa rival).

O que espera do Danúbio?
O Danúbio é um time chato para caramba. São rápidos pelo lado, com dois caras muito rápidos de lado. Vai ser pedreira, jogo difícil. Os jogadores viram o jogo (Danúbio x San Lorenzo), no dia seguinte discutimos. A gente vai encontrar uma pedreira, e precisamos de paciência e de profundidade.

Alexandre Pato
O Pato é um baita jogador, que se ele quiser sempre jogar no limite, ele vai render muito. Ele sabe que aqui é assim, a gente dá muita oportunidade. Ele tem entrado, e entrado bem. Por isso vai permanecer. Kardec e Luis Fabiano, juntos, têm dificuldade. O Pato serve para os dois. Ele é o ideal. Sempre que ele joga com um dos dois, saem muitos gols. Ele é um cara que se mexe muito, atrás dos volantes. Isso abre a defesa adversária um pouco.

Melhor posição para o Michel Bastos
Melhor o Michel Bastos de ponta sempre, porque ele tem o chute. Queria um time bastante ofensivo contra o Corinthians, por isso usamos ele de lado. Mas não fomos bem. Dentro de campo é que pega. Contra o Santos a gente foi muito mal pela esquerda, então mudei. Mas ele, pela frente, é melhor. É a posição dele.

Sobre sua saúde
O médico me recomendou ficar em Ibiúna, mas eu tenho contrato. Eu estou me controlando, porque o que eu tive foi muito sério. Estou fazendo muito exercício também, emagreci bastante. Isso te dá um equilíbrio legal. Sem remédio, o que é bom. Vão me ver assim agora. Isso aqui é muita emoção, mas tenho que me acalmar um pouco.

Goleada dá confiança para a Libertadores?
Ganhar é importante, te dá confiança. Pode ser que o nível não seja tão alto, os grandes estão preparados fisicamente. Nessa competição a gente tem muitos gols. A gente está indo bem, mas tem que ir bem na outra (Libertadores). Claro que jogamos um jogo só, a gente está muito exigente. Mas não podemos jogar tão pouco como na quarta-feira.

Pressão
Tem pessoas que querem fazer o torcedor pensar diferente. Mas estou há muitos anos aqui e conheço tudo. É difícil fazer a cabeça da torcida do São Paulo. Eles gostam de mim. As pessoas tentam, mas estou atento a tudo isso aí. Estou ligado. A gente tem de ser mais São Paulo. Eu incomodo mesmo. O que me interessa é o São Paulo em primeiro lugar. Se me quiser fora, tem de mandar embora. É simples.

Relação com Juvenal Juvêncio, desafeto de Carlos Miguel Aidar
Eu falo com quem eu quiser. Isso não existe. Não agrado ninguém. Vou sair daqui agora e vou para o meio do mato (Ibiúna, cidade do interior paulista). Não vou jantar com ninguém. E ninguém me proíbe de nada. O negócio é trabalhar duro, sendo sério e honesto. No Brasil está ruim para ser correto. Sofro com isso faz tempo e agora mais. Sei como é isso. Trabalhei muitos anos com o Juvenal e gosto dele. A vida é minha e falo com quem eu quiser. Se tiver insatisfeito, eu vou embora e tudo bem. Mas comigo, não. Sou sério para caramba e vou continuar sendo correto.

agora com a palavra o Presidente Aidar

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, colocou panos quentes na possível rusga com o técnico Muricy Ramalho. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o mandatário avisou que o treinador pode ser amigo de quem quiser – se referindo à amizade do comandante com o ex-cartola Juvenal Juvêncio.

“Tentei conversar com o Muricy hoje e não consegui. Amanhã tem treino à tarde e vou dar um abraço nele. A reação dele é de alguém incomodado. Está sendo oportuno vir aqui hoje e conversar com ele amanhã para por uma pá de cal nesse assunto. O Muricy é o treinador do São Paulo”, disse Carlos Miguel Aidar.

“O Muricy se relaciona com quem quiser, a hora que quiser. Não tem que perguntar se é amigo de alguém. O regime do São Paulo é presidencialista e a palavra cabe a mim. Um dia eu pedi para contratar o Muricy e era apenas candidato. E mantive o Muricy, não abro mão dele, só sai se quiser”, avisou Aidar, que ainda surpreendeu ao mandar um recado ao ex-presidente.

“Queria aproveitar e cumprimentar o Juvenal, que faz aniversário depois de amanhã. Claro que vou ligar para ele. A divergência política não nos faz inimigos. É ex-presidente. Só que nosso modo de gerir é diferente e isso causou uma falta de sintonia. Isso não me faz inimigo do Juvenal e por isso o Muricy será amigo de quem quiser. Agora, se estão buzinando, eu não sei dizer”, determinou Aidar.

Perguntado pelos jornalistas se estava apenas fazendo fair play, o dirigente ainda disse que não responde mais às provocações de Juvenal.

“No dia 10, quando o Juvenal deu uma declaração contundente na reunião do Conselho Deliberativo, quatro aplaudiram. E quando eu falei ao final, todos aplaudiram. Todos que foram à tribuna pediram essa paz necessário. E todos aplaudiram meu comportamento de ter ficado e não retrucar o ex-presidente. Eu quis ficar para pacificar o São Paulo”, finalizou Aidar.

Só lembro uma frase do M1TO:’Telê morreu, Autuori nós “matamos” é preciso cuidar de Muricy’

Finalizando Em oito jogos realizados nessa temporada (dois amistosos, cinco no Paulistão e um na Libertadores), Michel Bastos fez três gols e deu quatro assistências (contra Vasco, Capivariano, Penapolense e Audax). Os números foram alcançados após a goleada por 4 a 0 sobre o Audax, no último sábado, no Morumbi, pelo Paulistão (veja no vídeo acima). Esse é exatamente o mesmo desempenho de Kaká nos 24 jogos realizados em 2014, de acordo com o site oficial do São Paulo, achou que ficou claro o que é um ex-atleta em atividade e teve gente que gostou da participação pífia do oito do orlando.

Até semana que vem!

A ilusão ótica do São Paulo

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Por Ricardo Flaitt (Alemão) |

O ilusionismo é a arte de fazer, por meio de truque, com que as pessoas acreditem que algo sobrenatural tenha se materializado na realidade. No entanto, a lógica da vida, detentora da ordem das coisas, determina (exceto as razões da crença e da fé) que a vida não se modifica a não ser pela ilusão ótica.

Os mecanismos da prestidigitação (ilusionismo), que fazem distrair o espectador através de entretenimentos secundários para que o truque principal seja realizado, apresenta similitudes aplicáveis ao futebol, como entre o Campeonato Paulista, ilusão ótica do SPFC; e a Taça Libertadores da América, o teste sem filtros.

Pelo Paulista, o São Paulo venceu os fracos Bragantino (5 a 0) e o Audax (4 a 0). Vitórias que chegaram a criar “um certo deslumbramento” em parte dos torcedores. Afinal, foram 9 gols em duas partidas, números que encantam e iludem os movimentos das retinas dos que compreendem o futebol apenas em seu último ato, o gol.

Não duvido que até mesmo alguns jogadores chegaram a acreditar no potencial da equipe a partir dessa ilusão do Paulista. Porém, sob o pano da realidade, sendo o regional uma ilusão, as partidas não servem de parâmetros para avaliações, tanto que bastou apenas um jogo da Libertadores para a magia perder o encanto.

As próximas cinco partidas do São Paulo pela primeira fase da Libertadores, contra San Lorenzo (ARG), Danubio (URU) e o grand finale, a revanche contra o Corinthians, em pleno Morumbi, não serão “números” fáceis de serem realizados, assim como acontecera contra o Corinthians. Mais do que jogar, o Tricolor terá de provar a dimensão da sua turnê para 2015.

Para um novo espetáculo, Muricy terá que retomar os ensaios, preparar o repertório para que os jogadores possam encantar os torcedores com a magia dos gols e também do bom futebol. Além de realizar a ilusão, que se materializa aos olhos dos torcedores com os pés e uma bola, o espetáculo também precisará da combinação com elementos como: raça, gana, vontade de vencer. E isso, certeza que mestre Muricy cobrará à exaustão, porque não elementos que não compõem o cenário, mas são truques interiores, os jogadores possuem possui dentro de si, mas que precisarão ser revelados durante as partidas. Caso contrário, o show fica sem graça, chato de se assistir e leva à derrota.

Carrego a certeza de que Muricy, sempre prático, objetivo, com anos e anos de uma carreira mais que vitoriosa (a ponto de dispensar uma Seleção Brasileira, talvez também por motivos de ilusões), nunca se iludiu com os “encantos” do desempenho do São Paulo pelo Campeonato Paulista.

Nem técnico, nem jogadores, nem o mais pessimista dos torcedores tricolores espera ver o São Paulo cerrado ao meio ao final da primeira fase da Libertadores 2015.

***RICARDO FLAITT (Alemão) é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo. Fã de Garrincha, João Saldanha, Careca, José Trajano, Tostão e Nelson Rodrigues.